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» » » Liana Zilber Vivekananda: Arte Medieval

A Idade Média foi um período de mil anos aproximadamente. Quem assim a nomeou foram os homens do Renascimento, período que veio logo a seguir à era medieval. Por que Idade Média? Era a idade que ficava entre a Antiguidade e o Renascimento, ou seja, ficava no meio.

Há alguns anos os historiadores chamavam esse período milenar de Idade das Trevas, por entender que neste período nada de novo ou interessante surgiu na humanidade ocidental. Hoje se tem uma compreensão diferente dessa era misteriosa de castelos feudais, Cruzadas, onde a Igreja Católica detinha o maior poder até então obtido por uma religião.

Certamente foi um período em que culturalmente a Igreja também concentrou seu poder, a maioria da população, incluindo nobres, era analfabeta. Os livros eram copiados nos mosteiros pelos monges copistas – e daí surgiu uma das artes típicas medievais, a iluminura.

A iluminura, como diz o nome, deveria “iluminar” um texto. Muitas vezes havia ouro nas tintas utilizadas nessas iluminuras. As letras capitulares, que iniciavam um capítulo, eram cheias de arabescos e até miniaturas de figuras que ilustravam o capítulo. O copista deixava um espaço para que o artista depois pintasse essas letras. Os livros eram feitos em papiro de pele de cabra, as tintas tinham base de elementos vegetais e minerais. O livro depois de copiado e ilustrado era encapado em couro e tinha letras douradas e pedras preciosas na capa.

Outro detalhe importante é que foi na Idade Média que surgiram as primeiras universidades. Sob a direção da igreja surgiram modalidades de ensino baseadas na retórica, matemáticas, lógica – houve grandes lógicos na Idade Média, como Pedro Abelardo – e artes.

Didaticamente a Idade Média foi dividida em Alta Idade Média – a primeira metade – e Baixa Idade Média. Esta última já com uma abertura diferente para o comércio e trocas entre feudos e já iniciando o processo que levaria ao Renascimento. Um lento processo, mas ainda assim, um processo. Tudo quanto compararmos à velocidade de mudança que observamos nos séculos XIX e XX parecerá extremamente moroso. Mas há que se compreender que houve todo um caminho percorrido para se chegar a isso.

A Idade Média que estudamos e conhecemos se restringe à Europa e médio oriente, as Américas tinham tribos que viviam na pré-história, não tinha linguagem escrita. E o extremo oriente, China, Japão, viviam realidades diversas.

O mundo da época era muito fragmentado, as comunicações difíceis. E a história como conhecemos é aquela escrita pelo continente europeu. Com as navegações e os descobrimentos termina o medievo.

Outra arte tipicamente medieval é o vitral, cujo esplendor atingiu seu ápice com o gótico que nasceu na França e depois se espalhou. A arquitetura se destacou na Idade Média com os castelos e as catedrais. Primeiramente surgiu o estilo românico, fortificado, com paredes grossas e poucas aberturas. Os arcos eram arcos perfeitos e redondos, as aberturas eram mínimas. As plantas eram geralmente em cruz latina – a que tem um braço mais longo que o outro.

A cruz é hoje um símbolo cristão, mas sua origem remonta à antiguidade. Podia simbolizar a união entre o terreno e o celeste, união entre corpo e alma, o corpóreo e o sublime.

Catedral de Notre-Dame - Paris - Foto de Dominio Público
de Espartaco Madureira Coelho


O estilo românico foi aos poucos sendo substituído pelo gótico, estilo que libertou as janelas, alcançou alturas incríveis, algumas catedrais chegando à altura equivalente a um prédio de doze andares. Os arcos passaram a ser em ogivas, arcos fechados que buscavam as alturas. E estes arcos eram preenchidos com magníficos vitrais. Os artistas da época não assinavam suas obras. A igreja considerava que a inspiração era divina, os homens apenas executavam. O vitral trazia a história da Bíblia para os analfabetos, era como se viesse iluminada. As cores resplandeciam com os mitos bíblicos que se refletiam com a luz solar, tornando o interior da igreja uma festa de cores e luzes.

As cidades medievais se constituíram ao redor do castelo fortificado. Eram muradas e a principal função de toda essa forma de construir era a defesa. Lembrando que o Império Romano tombou diante das invasões bárbaras e estas continuaram a ocorrer ao menos na Alta Idade Média. As cidades se fecharam; as comunicações também. As grandes cidades romanas se fragmentaram.

O cristianismo se tornou, a partir de Constantino, a religião oficial do estado. As Cruzadas ocorriam, sobretudo por motivos econômicos e para reconquistar a cidade sagrada de Jerusalém. O Império Romano do Oriente, Império Bizantino, teve grande influência nas artes cristãs. O mosaico foi trazido de Bizâncio, antes Constantinopla, para o ocidente. Nas igrejas ressurgiu com elementos da Bíblia, colaborando para contar as histórias aos que não sabiam ler.

As esculturas que ornamentavam as igrejas eram de personagens bíblicos ou gárgulas que tinham a função de espantar o Mal.

A pintura teve grande destaque no interior das igrejas com os afrescos, técnica que era aplicada diretamente sobre cimento ou cal. Tinha a característica de ter que ser aplicado rapidamente e de não aceitar retoques. Os afrescos avançam ainda no Renascimento com artistas como Giotto e Michelangelo. Mas estes já pertencem a outra época que iremos abordar adiante.

Liana Zilber Vivekananda



Liana Zilber Vivekananda é  professora de História da Arte no Solar do Rosário.

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e em Filosofia pela Faculdade Padre João Bagozzi.
Formada pela Escola Panamericana de Arte.

Liana é Especialista em filosofia clínica pelo Itecne.



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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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