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» » Carlos Muniz: Poemas

Matreiramente...


Você se insinuou matreiramente,
mansamente entrando em minha vida,
como quem nada quer,
tomando conta de espaços
esquecidos e vazios...
Você se insinuou lentamente,
sem preocupações por
resultados eminentes,
sem pressa por
dias contentes...
Você se insinuou tranqüilamente,
como quem nada tem a perder,
com sapiência antiga
da espera que alcança,
da espera sem sofrer...
Você se insinuou silenciosamente
lançando brados discretos que,
com destino certo,
foram ouvidos pela minha alma,
foram entendidos por meu coração...

                                     (Carlos Muniz)




PREFÁCIO DA ÚLTIMA POESIA...

Quando,
de minhas cinzas revolvidas
entoar um canto,
saibam tantos quanto ouvirem,
não,
não quero prantos
que quebrem os encantos
desta minha última paz.

Quero sorrisos entre flores,
quero um festival de cores,
e, se o tempo ajudar,
que a noite seja enluarada,
toda,
toda de estrelas cintilada,
para que alguém se lembre
de um violão tocar.

Que as conversas não sejam piegas,
que se discuta filosofia,
a última corrida,
política ou futebol...
Se alguém souber,
que conte a “última” piada,
e, seja leve ou pesada,
a ela não se reprimam gargalhadas.

Como nos velhos tempos,
seja em geral um momento íntimo,
reunidos família e amigos,
claro, também aquela que será
a penúltima amada...
Por toda madrugada
um scotch com gelinho,
quem quiser que tome vinho,
até o sol raiar.

Por fim, quando este surgir,
sopre o vento que em suave lufada
irá minhas cinzas transportar,
tendo, então, início àquela
da qual escrever não será preciso,
nem tampouco publicar...

Minha última poesia...

(Carlos Muniz)




Despi meu Corpo...

Despi meu corpo
e vaguei com a alma
por aí.
Visitei mentes,
visitei corações,
percorri o passado,
percorri o futuro,
revi meus erros,
revi meus acertos
e continuei
vagando com a alma
por aí.
Descobri o porquê
de antigas dores.
Descobri o porquê
de almejadas alegrias
e segui
vagando com a alma
por aí.
Percebendo a vida
em seus cantos
mais escuros
de noites tardias,
percebendo a vida
em seu canto
iluminado
por uma lua crescente.

E voltei ao corpo,
para colocar em prática
o que vi...
e aprendi...

Carlos Eduardo Muniz

Carlos Muniz na Galeria R Van R - Buenos Aires

Carlos Eduadro Muniz e Isabel Furini
Carlos Muniz e Clara

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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