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» » » Liana Zilber Vivekananda: A Arte no Renascimento

        A arte da Renascença nos chega até hoje com nomes tais como Michelangelo, Da Vinci, entre outros. Na verdade, na história do mundo como na história da arte, tudo é um processo. Assim, a arte renascentista foi a culminação de um processo iniciado na Baixa Idade Média.

Nessa caminhada de mil anos da história humana, a igreja católica dominava totalmente o cenário tanto político quanto cultural na Europa ocidental. Era ela quem determinava os dogmas artísticos e também a única financiadora das artes neste período. Assim, partimos de uma arte absolutamente voltada para a religião, onde imperava o teocentrismo e Deus era o inspirador de toda manifestação artística e por isso não temos quase a assinatura dos artistas, em direção ao antropocentrismo renascentista e aos grandes nomes na história da arte.

Ao final da Baixa Idade Média a pintura que havia ficado para segundo plano no período medieval começa a renascer como arte. Ainda a igreja tem uma força muito grande e um poder econômico forte, mas começa a se mesclar com o poderio da nobreza que passa também a encomendar retratos e pinturas e a financiá-la. Com o final das invasões bárbaras e a conversão dos germânicos ao cristianismo, o olhar do ocidente começa a se voltar novamente para a estética clássica. Ideias de volume e proporções áureas retornam ao cenário dos artistas.

Enquanto que o movimento gótico nasceu na França, o Renascimento teve grande repercussão na Itália. Cidades como Siena e Florença foram os centros principais. Florença principalmente passou a ser o grande centro das artes plásticas.

Mona Lisa - Foto da Wikipédia - Domínio Público


Giotto surgiu no crepúsculo do Medievo e pode ser considerado a ponte entre medievo e renascimento. Sua contribuição à pintura se reflete nos primeiros esboços de volume da figura humana, que na Idade Média eram retratadas de forma plana, bidimensional, sem expressão e frontalmente, herança da arte bizantina. Sua perspectiva ainda é intuitiva e parcial, as proporções de tamanho, ainda incipientes. Mas ele foi o grande inovador na pintura por pintar os santos como seres humanos normais, com volume e forma. Seu mestre foi Cimabue. Temos grandes exemplos de Giotto na Capela Degli Scovegno. A escola de Siena se destacou com Duccio, seguindo nesta linha, e a seguir a escola florentina floresceu em todo seu esplendor.

As obras renascentistas se destacaram pelo naturalismo e retrataram o dinamismo comercial daquele período. Os estilos desenvolvidos na Renascença se dividiram em três períodos: o Trecento (século XIV), o Quattrocento (século XV) e o Cinquecento (século XVI).

TRECENTO – destaque para a pintura de Giotto (1276/1336) que influenciou os demais pintores;
QUATROCENTO – Foi um período onde os Médici, sobretudo Lourenço de Médici, tiveram influência nas artes.  Destaque para Botticelli (1444/1510) e Leonardo da Vinci (1452/1519).
CINQUECENTO - Foi O papa Júlio II foi o grande mecenas do período. Pretendia reforçar a grandiosidade e o poder de Roma, iniciando as obras da basílica de São Pedro. O projeto foi de Bramante e a decoração, de Rafael Sanzio e Michelangelo. (Fig.4)
Michelangelo (1475/1564) destacou-se como o pintor da capela Sistina e foi também um grande escultor da Renascença.

Michelangelo, Leonardo da Vinci, Rafael, Botticelli, Frà Angelico e tantos outros que nos maravilharam e surpreendem até hoje com sua maestria e técnica, fizeram do Renascimento um período único. A pintura religiosa prosseguia, a igreja ainda continuava a grande mecenas das artes. Porém a inspiração clássica retorna para dar força aos personagens. Noções de proporcionalidade voltaram, como o homem vitruviano de Da Vinci (Fig.2).  O corpo humano voltava a ser retratado e esculpido como no período clássico. O homem passou a ocupar seu lugar no mundo, sendo objeto de estudo e interesse.

O teto da Capela Sistina, as grandes obras de arquitetura do Renascimento também vieram num crescente a preencher o solo italiano. Os afrescos ganharam força e povoaram os tetos das capelas e basílicas. Também passaram a ocupar local de destaque nos palácios de famílias como os Médici, grandes mecenas das artes.

Na escultura também se observou o retorno ao classicismo. Exemplo: Davi, de Michelangelo, a Pietà, a estátua de Moisés. Por que Moisés é retratado com chifres? Por dubiedades de tradução do Velho Testamento, Moisés recebe Jeová e seu semblante resplandece diante da luz divina. Porém, o resplandecer se confunde com chifres na antiga língua e assim foi compreendido.

Foto de Jorg Bittner Unna - Free - Wikimedia Commons -


Leonardo da Vinci se destacou não apenas nas artes plásticas, mas também como cientista e pesquisador. Até hoje se observam suas invenções, em Milão podem ser vistas no Museu Leonardo da Vinci. Seu quadro Monalisa é uma das obras mais famosas de todos os tempos. Há outras, como a Santa Ceia onde ele demonstra profundos estudos de composição.

Frà Angelico foi um artista totalmente voltado para a obra da igreja, mas sua pintura passou a apresentar as noções de proporcionalidade e volume próprios do Renascimento (Fig.3). Rafael junto com Michelangelo e Leonardo Da Vinci forma a tríade de grandes mestres do Alto Renascimento. A Alta Renascença representou, na história da arte, o ponto culminante da arte italiana do período, entre 1450 e 1527.




Liana Zilber Vivekananda é  professora de História da Arte no Solar do Rosário.

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e em Filosofia pela Faculdade Padre João Bagozzi.
Formada pela Escola Panamericana de Arte.

Liana é Especialista em filosofia clínica pelo Itecne.

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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