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» » » Liana Zilber Vivekananda: Arte na Pintura no Egito Antigo

Há mais de 3000 anos a.C. começou a surgir a arte no Egito. Entre 1560 e 1309 a.C. a pintura egípcia ganhou destaque refletindo movimento e se preocupando em apresentar  delicadeza nas formas. A pintura do Egito foi um ressurgimento da pintura anteriormente só conhecida nas cavernas como pintura rupestre. No Antigo Egito, os artistas estavam mais interessados na arquitetura e na escultura e por isso muitas das pinturas que conhecemos são decorações de tumbas.

A maior parte das pinturas foi feita nas paredes das pirâmides e no Livro dos Mortos. Estas obras retratavam a vida dos faraós, as ações dos deuses, a vida após a morte e temas da vida religiosa. Quando a pintura era feita nas tumbas, a parede a ser pintada recebia um revestimento de gesso branco. A seguir era aplicada a tinta sobre o gesso. A tinta era feita à base de cola e os pigmentos eram obtidos de minerais moídos ou substâncias vegetais.


Um interessante aspecto que se observa na pintura egípcia daquela época era a “lei da  frontalidade”. As figuras eram representadas com o rosto em perfil, o corpo de frente e as pernas como que em movimento, apresentando os pés como se fossem dois pés esquerdos ou dois pés direitos (Fig.3).
Para os egípcios não importava o volume, a perspectiva, a noção de profundidade. Os objetos e pessoas eram representados sempre visando mostrar seu melhor ângulo. Por exemplo, se representavam um lago ou piscina com peixes e alguém ao seu lado, a pessoa tinha a representação acima descrita, enquanto que o lago ou piscina era mostrado como se visto de cima, com todos os seus peixes. A proporcionalidade também não era importante. As figuras eram tão maiores quanto sua importância. Assim, o faraó era sempre a maior figura representada. Sua esposa, filhos, serviçais, eram sempre pintados em menor dimensão.

Os escribas eram uma figura importantíssima naquela cultura por conhecer a escrita e também por serem eles a escrever e representar o Livro dos Mortos (Fig.1).

Fig.1; Livro dos Mortos - Papiro de Nani 1400 a.C (Dominio Público- Wikipedia). 


Sendo os egípcios donos de uma rica mitologia, acreditavam que após a morte a pessoa teria que atravessar o submundo e lá encontraria diversas dificuldades e obstáculos a superar e o Livro dos Mortos seria o guia para enfrentar essas dificuldades. O Livro dos Mortos alertava o morto sobre a paisagem do submundo que ele deveria atravessar em sua jornada. Falava sobre os deuses e criaturas hostis que ele poderia encontrar. Finalmente, o julgamento final que decidiria se ele poderia entrar na vida pós-morte.

O morto seria questionado pelos deuses, Osíris e Anúbis julgariam o morto. Finalmente ele teria que atravessar um portal onde seu coração seria pesado numa balança.  A deusa Maat retiraria então uma pluma do seu chapéu e a colocaria no outro prato da balança. Se o coração fosse mais pesado que a pluma o morto perderia a chance da vida eterna. Seu coração seria então devorado pelo Devoradore ele morreria para sempre.

Fig. 2: Egito - Ilustração da Wikipedia

O Livro dos Mortos era na verdade um livro sobre a vida do indivíduo, para demonstrar que fora uma pessoa de bons costumes e bondade no coração. Por ser de altíssimo custo, geralmente esse livro era feito para faraós ou altas personalidades. (Fig.2). A pintura era feita em papiro e depois da morte este era acondicionado em um vaso que devia ficar bem à mão para que o morto pudesse acessá-lo.
Em sua viagem através do submundo como um espírito (ba) , o morto tinha seu corpo preservado como múmia e repousava na tumba. A múmia teria que mantê-lo seguro até que  ba pudesse se reunir ao corpo.

Assim os egípcios desenvolveram a arte do embalsamamento, pois tinham a crença de que o morto voltaria ao corpo diversas vezes e dele precisaria para atingir a vida eterna. Seus órgãos internos eram retirados e acondicionados em ânforas que ficavam ao lado da múmia.  Nas paredes das tumbas eram representadas as pessoas, serviçais e também os alimentos de que o morto iria precisar em sua jornada.

Fig.3 Cópia de uma pintura mural no túmulo de Sethos I onde foi aplicada a lei da frontalidade.

Assim como os pré-históricos, os egípcios tinham a crença de que a figura pintada de certa forma captaria a realidade. Ou seja, bastava pintar os alimentos para que o morto tivesse o acesso a eles.
Sendo os antigos egípcios um povo ligado a muitos rituais, pode-se dizer que de certa forma a pintura também participava desses rituais representando tudo quanto sua mitologia e crenças achavam importante representar.





Liana Zilber Vivekananda é  professora de História da Arte no Solar do Rosário.

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e em Filosofia pela Faculdade Padre João Bagozzi.
Formada pela Escola Panamericana de Arte.

Liana é Especialista em filosofia clínica pelo Itecne.

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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