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» » Vera Albuquerque: Ética em Kant e na pós modernidade – parte II

Kant foi o mais importante filósofo moral da modernidade. Seu pensamento influenciou as teorias do direito, assim como o comportamento social da humanidade.

Sua densa, difícil e extensa pesquisa desenvolveu-se em três grandes campos de pesquisa: moral, conhecimento e estética.

Para responder a questão do artigo anterior no que diz respeito à influência de Kant na modernidade e na pós modernidade, precisamos relembrar a ruptura no pensamento moral que ocorreu entre o pensamento grego e o pensamento moderno.

Para os gregos a origem de todo o conhecimento está na contemplação do universo, ou seja: todas as informações do mundo já estão dispostas, basta ao homem simplesmente observa-las para adquirir o conhecimento. Então, o conhecimento para os gregos resumia-se em saber a finalidade das coisas. Tudo no universo tem uma finalidade, um fim, um propósito já estabelecido. O pensamento tinha um caráter finalista. Isso não pode ser modificado, bastando apenas ao homem descobrir qual é a sua função no cosmos e empreender esforços para aperfeiçoar-se de acordo com a finalidade para a qual veio ao mundo. O universo, então, compõe um todo organizado, com funções e destinos estabelecidos.

 Immanuel Kant, filósofo alemão (Free - From Wikimedia Common)

Kant, contrapõe esse pensamento, afirmando que o universo é caótico e que compete ao homem, como ser mais bem equipado de todos, conferir ordem a esse caos.

Para que minimamente o homem possa compreender esse caos e consequentemente interferir nele e tentar propor uma nova ordenação, é necessário que ele promova uma forma de relacionar-se com seus “iguais”.

Kant, portanto, propõe aqui uma nova forma de organização moral, que muda totalmente a perspectiva humana.

O pensamento finalista, passa a ser funcionalista.

Antes o homem não interferia na ordenação das coisas e o conhecimento está pronto. Agora o homem constrói seu pensamento e decide por si, qual é a melhor forma de viver e pensar, ou seja, fabrica o conhecimento e assim vai sobrepondo as etapas do conhecimento umas sobre as outras e alterando a antiga moral, estabelecida pela filosofia grega.

Kant rompe de forma irreversível com tudo isso, e a nova perspectiva é: o homem delibera sobre a razão, sobre seu pensamento e com isso vai além da natureza e pode transformar o mundo.
Diante dessa imensa ruptura, é obvio que toda a estrutura do pensamento humano em relação à moral, foi brutalmente transformada e sendo assim, influenciou drasticamente toda a humanidade.
O homem agora deve conquistar a sua maioridade, ou seja, deve buscar a independência de pensamento e de suas escolhas. É portanto, solitário nas suas decisões e isso não é opcional, sob pena de não conquistar sua maioridade.

Mas, paradoxalmente, isso só é possível na medida em que relaciona-se com o mundo  e com a natureza.

Em que pese Kant ter resolvido o problema moral e ter-lhe dado independência para mudar seu destino em relação ao determinismo da natureza, tornando-o, portanto, autônomo, vislumbrasse- para a humanidade um novo patamar, repleto de incertezas, desconhecimento e desordem.
Essa passa a ser o novo paradigma que vai nortear o pensamento moral. A nova ordem é: nada está em ordem. Nada é definido. Tudo é desconhecido e cada um deve os aparatos que possui e desenvolver-se da melhor forma.

A única coisa que iguala a humanidade, é o total desconhecimento que possue sobre todas as coisas.

Vera Albuquerque

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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