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» » José Feldman: Uma Tragédia Shakesperiana nos Tempos Modernos



(Com todo o meu amor, saudades!, para Yasmin e Samara)









Cada verso que componho,
carrega em si um apelo:
– Faça minha vida um sonho…
pois até hoje é um pesadelo!



Século XX. Eram os anos 80. Ele, um rapaz simples, sonhador e apaixonado. Ela, uma garota simples, muito bonita. Se conheceram num teatro, e seus corações, jovens, bateram acelerados… se apaixonaram um pelo outro. Ele, judeu, ela, muçulmana. Apesar do ódio que havia entre estas religiões, eles se encontravam às escondidas. Yasmin ficou grávida. Filha de uma família tradicional árabe que emigraram do Líbano para o Brasil, foi expulsa do seio familiar… “Impura!”, diziam. Desamparada ela ficou. Mas, seu amado, a recebeu com carinho e um novo lar lhe deu, onde só havia amor. Ela, muçulmana. Ele, judeu. Se encontravam sempre, mas ele para não prejudicar sua família cuja comunidade tinha ódio pelos árabes e nem a família dela, que nunca soube quem era o pai da criança, mantiveram seu romance em segredo. Uniram-se aos olhos de Deus, longe dos olhares muçulmanos e judeus. Eram felizes, apesar de ser uma união secreta. Mas a fatalidade caiu sobre eles, como se estivessem sendo condenados por sua paixão proibida. Ela segurando sua filhinha, Samara, ainda bebê com 4 meses de idade, ele abraçado a ela, fazendo planos para o futuro de irem embora para longe. Dois homens armados os renderam, e na confusão do assalto, ela desesperada, o bebê escapou de seus braços, bateu a cabeça na calçada. Ela, aterrorizada começou a gritar loucamente. Os bandidos, assustados, fugiram. Ela ao ver a filha nos braços de seu amor, ensanguentada, desmaiou. Ele segurava a filha, morta, entre os braços, e não conseguia conter as lágrimas, e ao ver a sua amada caída no chão, não se conteve e começou a berrar como louco, até que pessoas atraídas pelos berros se aproximaram e os ajudaram a ir a um hospital. Ambos entraram em depressão, e carregaram este fardo consigo, quando duas semanas após a morte de sua filhinha, ela, desesperada, sentindo-se amaldiçoada… “Impura!”, como seus pais a chamara, tirou a sua vida ao ingerir veneno. Ele, vivendo o pesadelo dia-a-dia, tentou suicídio por duas vezes, mas se sentiu um covarde, por não ter conseguido. Muita coisa ocorreu depois, ele se casou novamente cerca de 15 anos depois, se separou,  e nunca quis ter filhos, pois o pesadelo de sua amada aos berros, e a visão de sua filha morta povoam até os dias de hoje, cerca de 35 anos transcorridos. As portas de sua casa estão sempre abertas…para a morte, mas ela se recusa a entrar para leva-lo.

Ele, judeu. Ela, muçulmana. Uma história de amor e uma tragédia que nunca foi contada… até hoje!

José Feldman

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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