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» » » Antônio Thadeu Wojciechowski: Entrevistado por Isabel Furini

O poeta geralmente tem uma relação emocional com os livros. Você tem paixão por eles?  Pode citar algum livro que tenha influenciado sua trajetória poética?

Thadeu: Claro que sim, alguns livros são como sangue na veia. É difícil não se apaixonar quando eles têm essa relação direta com a nossa própria vida. Já não tenho só dois olhos para o mundo, tenho alma e um milhão de sentidos. São versos minhas visões, são rimas meus ouvidos, são ritmos meus perfumes, são salivas as salvas de palmas à poesia. Minha vida: uma palavra buscando significado na emoção. Há muitos autores que me influenciaram, mas, em especial, Cruz e Sousa, Augusto dos Anjos, Drummond, Maiakóvski, Yeats, Leminski, Dante, Goethe, Emilio de Menezes, Dalton Trevisan, Machado de Assis, Nelson Rodrigues, Emily Dickinson, Poe, Rimbaud, Mallarmé,  só para citar alguns.



Como você definiria o seu estilo poético?  

Clássico anárquico contemporâneo.


Estamos no início de 2017: Quais são seus planos para este ano no campo da literatura? 

Estou preparando minha primeira antologia e devo lançar no segundo semestre. Por esse ano está de bom tamanho.



Na atualidade a poesia está eclodindo em Curitiba. Vemos lançamentos de livros, saraus, novos grupos de poetas, exposições, oficinas. Qual é a sua opinião. Para você é um sinal de ressurgimento da poesia?

Acho que Curitiba nunca deixou de ser o que seria um dia. Já fomos o centro das atenções do Brasil, quando das 11 revistas nacionais 9 eram publicadas aqui. É muito importante não perder essa identidade cultural. Curitiba, além de ser a cidade com mais bandas de rock por m2, é também a que proporcionalmente tem mais artistas. Você cospe numa moita e acerta em meia dúzia: um escrevendo, outro compondo, esse ensaiando e aqueles três ali ó estão dando de cara com algo novo.

Você poderia citar alguns poetas relevantes de Curitiba?

Paulo Leminski, Marcos e Roberto Prado, Sergio Viralobos, Emílio de Menezes, Dalton Trevisan, Helena Kolody, Alice Ruiz, Solda, Edilson Del Grossi, Edson de Vulcanis, Leprevost,  Octavio Camargo, Alexandre França, são muitos. Não gosto de nomear porque sempre me escapa alguém que eu gosto.


Qual conselho daria aos novos escritores?

Nenhum. Se cada um for atrás do que acredita já está bom demais.

Para finalizar, a transcrição de duas perguntas e as respostas que Thadeu deu em outubro de 2011, para uma entrevista que foi publicada no blog Falando de Literatura, do Portal Bonde.

Qual é a sua relação com a poesia? Ela é vital? Ela é uma amiga que só chega quando quer? 

Uma relação de vida, é como ar que respiro. Não consigo viver sem ela. Tenho necessidade de. Ela chega a todo momento em forma de letras, poemas, contos, romances, novelas, aforismos, piadas, gargalhadas. É uma relação muito viva e se estende aos que me rodeiam.


E o processo criativo? Você escreve sobre um assunto determinado ou você espera que a chegada das Musas? 

Como dizia Pound "poesia é conversa entre pessoas inteligentes" e, pra mim, sensíveis, então, não tem essa de ficar esperando só as coisas do céu, tem muito assunto bom que por si só já são poesia.





















AMOR PRA TODA VIDA

Sobre uma folha azul-anil da cor do dia,
escrevi em versos o que o meu amor pedia.
Eu tinha as mãos tremendo, em surto o coração,
e a pena assim seguia, cega de emoção.

Ali vi despertar o sonho que eu queria,
ser só poeta e mais nada além do que escrevia.
Ser do amor fim, começo e meio, oração,
torrentes de afeição em chuvas de verão.

Ó poesia! Se amar é ter a quem se escolhe,
benditos sejam eu e tu, minha escolhida!
Duas almas que um único verso recolhe
por ser louca paixão e amor pra toda vida!

antonio thadeu wojciechowski


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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

1 comentários

Antônio Thadeu Wojciechowski: Entrevistado por Isabel Furini
  1. Excelente entrevista. Excelente poeta. Além de ser um cavalheiro, é claro. Ao ser perguntado sobre um suposto "ressurgimento" da poesia em Curitiba, Thadeu foi evasivo e delicado, dizendo apenas:"Acho que Curitiba nunca deixou de ser o que seria um dia. Já fomos o centro das atenções do Brasil, quando das 11 revistas nacionais 9 eram publicadas aqui. É muito importante não perder essa identidade cultural. Curitiba, além de ser a cidade com mais bandas de rock por m2, é também a que proporcionalmente tem mais artistas. Você cospe numa moita e acerta em meia dúzia: um escrevendo, outro compondo, esse ensaiando e aqueles três ali ó estão dando de cara com algo novo." Em outras palavras, o fato de ter pessoas escrevendo em verso não significa que estão fazendo Poesia de Qualidade, por isso ele utiliza palavras com valor singular ao se referir à "moita": "UM escrevendo, OUTRO compondo, ESSE ensaiando..." Ou seja, "ESSE", "UM" ou "OUTRO" se destacam, já os demais... A única vez, nessa resposta evasiva, que ele pluraliza é quando se refere aos que, de repente, "se deparam com algo novo", ou seja, um modo qualitativo de criar esteticamente, aí o que é plural se singulariza e se diferencia dos demais. Esse "ALGO" citado pelo grande Thadeu não precisa ser necessariamente no campo da poesia, mas das artes em geral como ele mesmo fala: "AQUELES ali ó estão dando de cara com algo novo." Quantidade não é qualidade. Grande Polaco Louco da Barreirinha! Um grande abraço!

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