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» » Dia dos Namorados I: Poemas de Decio Romano, Carmo Vasconcellos, Marcia Pfleger e Elói Fonseca

Nunca termine um poema de amor.
A paz do amor perdura
Entre os pedúnculos da primavera.

A doce voz do vento encanta a flor
Que embala aroma puro
Esdrúxulos desejos da quimera.

Antes que finde o poema de amor
- nossa eterna aventura -
E deixe o tempo sempre na espera.

Decio Romano

22.07.2014



SONETO AO MEU NAMORADO

Jamais pensei voltar a ser amada
E nem amar com tal intensidade...
De um grande amor vivia na saudade
E de tédio minh’alma era assombrada.

Chegaste, meu amor, e eu me extasio
Ante o sacro milagre inesperado
Que a mim te trouxe como um anjo alado
No calor d’asa que aqueceu meu frio.

És cálido e gentil, meu bem-amado,
Mente sã, coração apaixonado,
Poeta altivo que em versos me dás cor.

Sem ti, seria a poeta esmorecida,
A mulher de desejo desprovida,
Não me deixes, por Deus, sem teu amor!

Carmo Vasconcelos




Convite ao plágio

Escrevo: eu te amo (e assino meu nome)
Escreves: eu te amo (e assinas teu nome)

Esse o único plágio
perdoável.

Marcia Pfleger



Voyeur na cafeteria

pelo vidro
espio você tomar
capuccino
lábios na
espuma quente como
um banho

acho buracos de fechadura
na sua camisa
me delicia surpreender
parte do tórax
abdomen

meu olho
de vidro é um olho mágico
na espreita

um dia descobri
suas chaves
escondidas sob o meu
tapete...

 Márcia Pfleger




A Noite das Vinte e Quatro Horas

Sem misericórdia comparsa, no vidro do espelho tão pouco embaçado pelo vapor quase quente do jato forjado do aparelho elétrico, os raios do sol da fria manhã reforçam o tédio do nó da gravata num colarinho bem justo sobre a garganta amarga da aguardente de ontem.

E a náusea aspirante na corrida sem pista pelo espaço escuro provoca o escâncaro das venezianas-balcão a deixar invadir no terraço pequeno os mil girassóis de amarelo tão forte que encaram sem medo enquanto o pássaro de sossego nas asas mas o peito abóbora dilacera a goiaba de brancas entranhas.

Já um homem refeito pelo encanto do verde retorna ao berço até o sol do ocidente sem a gravata no peito quando uma vespa sem alma na maldade mordaz ferroa-lhe a pálpebra do olho direito.

Elói Fonseca  - maio 2017
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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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