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» » Entrevista com a poetisa Jandira Zanchi


Nossa entrevista é a poeta e ficcionista Jandira Zanchi. Ela atuou no magistério no ensino de matemática e física em faculdades, colégios e cursos. No final dos anos 80 foi professora cooperante na Universidade Agostinho Neto - Faculdade de Ciências, Luanda - Angola. Em Curitiba por cerca de dez anos esteve na FAE - Bussiness School. Como poeta publicou Área de Corte(Editora Patuá, 2016), Gume de Gueixa (Editora Patuá, 2013), Balão de Ensaio (Editora Protexto, 2007) e o livro virtual A Janela dois Ventos (Emooby, 2012). Tem lançamento para breve de Área de Corte com a  Editora Patuá. Integra o conselho editorial de mallarmargens revista de poesia e arte contemporânea e é editora de Editora Singularidade.


Quando começou a escrever poesias?

Comecei aos 37 anos. Sempre soube que em algum momento escreveria. Mas, jamais imaginei que fossem poemas, afinal, nunca fui leitora ou apreciadora de poesia até aquele momento (julho de 1990). Li muita literatura, aos 12 anos já lia Dostoievski. Depois que comecei a escrever a poesia me pareceu um mundo fantástico e me tornei apreciadora do gênero.



Qual é o lugar que ocupa a poesia na sua vida?

Nesse momento o mais importante, depois de meu filho, claro. Acho que essa última parte de minha vida será dedicada para a poesia. Não só a minha produção, mas, a produção da poesia viva, daquela que é feita a aqui e agora. Através da curadoria em mallarmargens fiz uma grande rede com poetas de todo o país. Aos poucos, a partir de convivência em dois festivais de poesia, na Colômbia e na Argentina, vou estendendo a curadoria para poetas da América hispânica. Tem muito a ser feito pela poesia no Brasil, não temos grandes festivais, os maiores eventos sempre estão atrelados a literatura como um todo. Também temos pouco público, espaços reduzidos para realização de eventos regulares como saraus.

Para você escrever é uma tarefa simples ou estressante?

Simples e prazerosa, embora já tenha sido estressante em algumas ocasiões. Também faço prosa poética, que é mais exaustiva, pois então trabalho com uma literatura de idéias.  Agora estou escrevendo um livro de contos, curto, e está sendo bem espontâneo. Vou verificando experiências, minhas e de outros. Surpreendo-me com essa maturidade, esse conhecimento um pouco seco da vida, realista e,  como poesia e prosa poética estão no mundo dos sonhos e das idéias para mim (cada autor tem uma relação particular com sua produção), para tocar no concreto, nesse mundo de empecilhos e entropia que é o mundo, contos caem muito bem.


Como você percebe a sua própria produção poética?

Eu não a percebo, não enquanto a estou fazendo. Se estou inserida no processo de um livro, algumas vezes ditado por circunstâncias, outras, pela necessidade de reunir poemas de uma forma mais homogênea, sou mais sensível e artista do que racional. A percepção vem com o tempo, algumas vezes acompanhada de estranhamento (ah, eu fiz isso...) ou encantamento (com o ritmo poético). Escrevo de uma forma que pode ser mais associada a escola simbolista, embora minha poesia seja feita de cortes verticais, inserções racionais. Esse tipo de poesia não é exatamente produzida de forma consciente, o que não  significa que a pessoa esteja possuída ou em algum estado mediúnico. Ela costuma ter um tom mais altivo, as vezes meio senhorial, porque é produzida por aquele que sabe,nosso poderoso inconsciente que, como no meu caso e de alguns outros poetas, não é tão inconsciente assim. Enfim, esse tipo de poesia, meio exótica e que genericamente pode ser chamada de simbolista, pode ter esse tom meio olímpico com que escrevo (tenho formação de exatas), ser meio bruxa ou esquizóide ou infinitamente romântica, pertencente a uma região de sonho, como a dos simbolistas mais tradicionais.


A proliferação dos blogs revela que as pessoas escrevem mais, mas será que escrevem bem?

Eu não leio muitos blogs pessoais. Li algumas vezes e já li alguns que considero excelentes. Se não gosto, não leio. Agora, pela divulgação que fazemos em mallarmargens, com certeza, tem muita gente escrevendo bem, talentos proliferando nesse país.


Quais são seus livros preferidos?

Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust,  Sobre a Brevidade da Vida de Sêneca, Os Maias de Eça de Queiroz, Ensaios de Montaigne, O Amante de Marguerite Duras, são livros eu me impressionaram muito.


Na sua opinião quais são os 10 melhores poetas do Paraná.

Não vou citar 10, teria que, para ser justa, citar 40, tem muita gente produzindo bem e eu não estou em contato com muitos outros. Vou citar um homem, Rodrigo Madeira e mais 4 mulheres : Andréia Carvalho, Bárbara Lia, Luci Collin e Marília Kubota.


Poderia nomear três autores brasileiros que merecem ganhar o Prêmio Nobel de Literatura?

Minha poeta preferida é a Adélia Prado ,não sei se deveria ganhar ou não. Dalton Trevisan, é claro, Lygia Fagundes Telles está viva, talvez.


Fale de seus próximos projetos? Há algum livro sendo produzido?

Tenho pelo menos 3 livros de poesia que ainda não foram publicados,além de poemas que precisam ser reunidos em livro. Escrevendo um de contos.  Tem minha prosa poética, em constante revisão e dúvida.

Jandira Zanchi em Buenos Aires - Fotografia de David Monge Arce


Para quem quiser entrar em contato com você...

Email: jandirazanchi@gmail.com
Inbox no facebook
São as duas maneiras que eu utilizo para fazer contatos em poesia.




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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

1 comentários

Entrevista com a poetisa Jandira Zanchi
  1. Então escrever para a nobre poeta é simples e prazeroso? Puxa, como João Cabral de Melo Neto, Fernando Pessoa, Ferreira Gullar e Carlos Drummond de Andrade estavam errados...

    Carlos Eduardo

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