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» » » Eloir Jr.: PINHÃO PARA PISAR... ARTE PARA APRECIAR




Curitiba recebe com um imenso “tapete preto e branco” em petit pavé, que atravessa sua “sala de visitas” num cenário de flores e eclética arquitetura centenária que narram a poética visual do calçadão da Rua XV de Novembro ou Rua das Flores, grande centro comercial, de atividades culturais e de mambembes que ali se apresentam artisticamente entre turistas e a população in lócu sobre este imenso “tablado urbano”, decorado com pequenas pedras, formando em sua extensão, rosáceas de pinhões ao melhor estilo do mosaico português.





Traço marcante da identidade arquitetônica e turística, as rosáceas do petit pavé da capital Paranaense são formadas por pinhões, símbolo da cidade, e foram criadas durante o movimento artístico, denominado “Movimento Paranista”.

Os artistas paranaenses João Turin (1878-1949), João Ghelfi (1890-1925) e Lange de Morretes (1892-1954) entusiasmados pelas idéias do Movimento Paranista, entre as décadas de 1920/1930, estilizaram os mais marcantes símbolos da região: o pinhão, a pinha e o pinheiro, o que valeu a Frederico Lange de Morretes a criação de uma fórmula geométrica deste fruto, o pinhão, que daria origem à estilização icônica paranista, presente até hoje nas calçadas centrais da cidade, colunas, fachadas, logradouros, entre outros suportes estéticos.

A história nos conta através das palavras de Langue de Morretes: “Uma bela noite me foi dado fixá-las [as proporções da araucária] numa fórmula geométrica, saindo assim do empirismo em que até então se encontrava a nossa ornamentação paranista. (…) Lamento não poder fixar a data, que suponho ter sido em maio de 1930, porque a Illustração Paranaense de 31 de julho de 1930 reproduzia um desenho meu…” (“O Pinheiro na Arte”, na “Ilustração Brasileira” nº 224, dezembro de 1953, comemorativa do Centenário da Emancipação Política do Paraná.)

Apesar de ter sido conseqüência de uma preocupação com a identidade paranaense a terminologia “Paranismo, do Movimento Paranista” foi definida oficialmente apenas em 1927 por Romário Martins (1874-1948), grande líder intelectual do Movimento.

Este legado cultural dos grandes mestres das Artes no Estado do Paraná servem até hoje como uma inesgotável fonte de inspirações aos artistas contemporâneos, trazendo à atualidade um rico conjunto de obras geradas pela simbiose da pinha, pinhão e pinheiro com a plástica e estética visual.

O calçadão da Rua das Flores com suas rosáceas em petit pavé pinhão é um espaço pioneiro no Brasil desde 20 de maio de 1972 e tombado pelo Patrimônio Estadual da Paisagem Urbana em 1974, do trecho que compreende a Praça Osório, Avenida Luís Xavier, Rua XV de Novembro e Praça Santos Andrade, habitando sempre nos corações curitibanos e permanecendo como um dos pontos turísticos e culturais mais importantes de Curitiba.

Reinventemos o passado, pois assim construímos o futuro, suas particularidades arquitetônicas, culturais e artísticas nele residem, nos possibilitando enxergar e exercer a preservação da memória como identidade de cultura e arte.

ELOIR JR.



Artista Plástico curitibano, pós-graduado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e graduado pela Universidade Tuiuti do Paraná, colunista cultural do Sztuka Kuritiba, curador e professor de arte. Há 20 anos é estudioso das etnias europeias no Estado do Paraná, com enfoque principal na cultura eslava da Polônia e Ucrânia, onde expressa seus trabalhos em harmonia com ícones paranistas; araucárias, pinhões e gralha azul.

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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