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Montagem e organização dos livros


Inauguração do Salão do livro e da Imprensa de Genebra aconteceu ontem, 27 de abril/2017. A Cultive apresentou os escritores Amalia Mendonça lançou o livro Filosofando, Blenda Bortolini e Valquiria Imepriano lançaram AIMEZ LES ANIMAUX DU BRÉSIL, Leny Costa, Augusto Lopes Mon Soleil de Genève, Leca Araújo lançou AS Marias, , LouCarriço -Poesia da Imagem.
O evento contou com a presença da Imprensa alemã representada pela jornalista Louisa Monteiro, a radio Ama Lusa com, o Programa Brasil no AR apreentado por Flavia Costa e  Stephan Bodner Cameraman produtor de videos de Berlim.

Destaque para o lançamento do  livro Aimez les animaux du Brésil foi a passeata com as crianças fantasiadas de bichos, guiados pela fauna que acompanhou as crianças pelo Salão, ressaltando a proteção dos animais em extinção no Brasil. E livro paradidático, ilustrado com imagens belíssimas, o livro é bilíngue.

Valquiria Imperiano foi parabenizada pelo belo trabalho que está realizando em prol da divulgação do livro brasileiro na Europa.

Valquíria Imperiano
Amalia Mendonça (de vermelho) e outros autores

A escritora e artista plástica brasileira Valquiria Imperiano participa do Salão do Livro de Genebra. Ela também abriu as portas para outros poetas e escritores de países lusófonos que desejavam participar do evento.



Além de lançamentos de livros, no stand Cultive Art Littérature Solidrité, serão expostos quadros e postais com poemas sobre A Paz. Entre os poema contemplados para participar da exposições de poemas em postais está um trabalho de Isabel Furini intitulado "Meditação".



A Editora Patuá e o Patuscada - Livraria, Bar e Café convidam a todos para o lançamento do livro Espasmos na rotina, poemas de Rosana Banharoli.

"Espasmos na Rotina" é um projeto de poesia, parte escrito na Casa do Sol, Instituto Hilda Hilst - 2012, que retrata visões de mundo -, de dentro e de fora, pelo olhar da autora, sempre incomodado e atento, que pode ser o olhar do leitor.

O evento será realizado no dia 13 de maio (sábado) a partir das 16h no Patuscada - Livraria, Bar e Café - Rua Luís Murat, 40 - Vila Madalena - São Paulo - SP.

A entrada para o evento é gratuita e o exemplar estará à venda por R$ 38,00.


Será lançado em 24 de abril, a partir das 19 horas, nas Livrarias Curitiba do Park Shopping Barigui, o livro "Senhora Secreta" de Vera Itajaí. Vera é artista plástica e escritora. O livro reúne poemas, contos e crônicas.






O Espaço de Arte Francis Bacon da Ordem Rosacruz, inaugura nesta quarta, 19/04 às 19h a exposição de Artes Visuais “Pentatóricos”. Com coordenação de Eloir Jr. e curadoria dos próprios artistas, a mostra apresenta 30 trabalhos, entre pinturas, aquarelas e interferências artísticas em mobiliário e retrata a presença individual e o universo pictórico de cinco artistas visuais de diferentes trajetórias e geração, que sob a ótica particular de suas linguagens artísticas e processos matéricos, fomentam possibilidades no Espaço de Arte.
Carla Schwab trama suas rendas bidimensionais em mandalas, Eloir Jr., exalta as formas, as possibilidades e a policromia de suas Matriochkas, Oswaldo Fontoura Dias transita pelo design com tridimensionais mobiliários entre as suas pinturas sobre tela, Tânia Leal eleva a figuração do cotidiano feminino, e com impecável sutileza Waltraud Sekula, utiliza a aquarela como meio de expressar a sua visão poética da natureza. A paixão pela arte que produzem amálgama estes artistas, e a ocupação cultural retrata este mosaico multifacetado de temas e cores. Juntos, comungam arte e irão instigar os sentidos dos visitantes através de suas percepções.

*Pentatóricos é a união da palavra “Penta” (cinco) e Pictóricos (que é relativo a imagem e a pintura, que pode ser visualmente representado).

Serviço:
Exposição de Artes Visuais ”Pentatóricos”
Visitação: 20/04 a 09/06/2017
Horário: de segunda a sexta-feira das 13h30 às 17h.
Local: Espaço de Arte Francis Bacon – Ordem Rosacruz (AMORC)
Endereço: Rua Nicarágua, 2620 – Bacacheri
Curitiba-PR
Classificação indicativa: livre
Entrada gratuita


Sobre os Artistas:

Carla Schwab
Pelotense-RS radicada em Curitiba-PR é Artista Visual atuante há 23 anos, é graduada em Artes visuais pela UFPel-RS e Professora de Artes em estudos de materiais e técnicas de pintura.  Em Suas obras de teor contemporâneo-sustentáveis da Série Rendados, coloca em evidência o aproveitamento de materiais, colaborando com a boa vivência entre o descartável e a responsabilidade social. Seus trabalhos participam das edições da Casa Cor Paraná e em outros Estados, sendo premiada como melhor trabalho relacionado com a sustentabilidade.  Em 2011 participou de exposições por cidades francesas e em 2013 e 2015 no Carrosel Du Louvre em Paris, tendo seu trabalho catalogado no Guia Internacional de Arte Contemporânea na Europa.



Eloir Jr.
É artista visual curitibano, pós-graduado pela EMBAP-PR e graduado pela UTP-PR, curador e colunista cultural do Sztuka Kuritiba e Revista Paulista Coluna de Arte&Cultura Paranaense. Expõe profissionalmente em mostras individuais, coletivas, e salões de arte desde 1997, obtendo 12 premiações durante este período e suas obras estão em coleções de acervos nacionais, internacionais, livros de arte. Em 2010 representou o Estado do Paraná na cidade francesa de Vaire-Sur-Marne e em 2013 participou de exposição no Carrousel Du Louvre em Paris.

Oswaldo Fontoura Dias
Designer e artista visual iniciou seus trabalhos na década de 1980. Para ele, a arte, depois do amor, é a forma de expressão mais autêntica e espontânea que existe. Nesse sentido, o artista usa também a arte como meio de comunicação. O século XXI, com seus inúmeros recursos tecnológicos, transformou o convívio das pessoas numa sociedade imagética, de onde a necessidade da reflexão artística para dar sentido ao pensamento contemporâneo.

Tânia Leal
É artista visual graduada há 40 anos pela UDESC em Florianópolis e Professora de Pintura
em seu próprio Atelier. Desde 2000 participa de inúmeras exposições, salões de arte e mostras internacionais, tendo seu trabalho editado no Guia de Arte Contemporânea durante sua exposição no Carrousel Du Louvre em 2015. Tânia é figurativa e adora o universo feminino. “Pintar é minha libertação”, relata.

Waltraud Sekula
Formada em Farmácia e Bioquímica e autodidata em artes, é atuante há 40 anos em galerias de arte.  Apaixonada pela natureza, e observadora, iniciou bem cedo desenhando e pintando livremente. Como autodidata, é uma pesquisadora, aliando o desenho, a parte pictórica com a cultura e formando argumentos sobre o que produz. Pesquisa e experimenta técnicas e efeitos de modo a criar e desenvolver algo novo, inusitado.
Em seu currículo constam centenas de exposições, Salões de Arte e premiações, quatro Salas “Hours Concours”, entre textos e críticas, ilustração de livros, agendas, calendários e demais atividades culturais.

De 15 a 17 de maio, a Biblioteca Pública do Paraná promove a oficina “Os elementos básicos da narrativa ficcional (conto, novela e romance)”, com o romancista Luiz Antonio de Assis Brasil. As inscrições, gratuitas, devem ser feitas até 1ª de maio pelo formulário (clique aqui para acessar). Os interessados devem enviar um breve texto de ficção — de uma lauda. Assis Brasil vai selecionar 15 pessoas. As aulas acontecem das 14h às 17h. Mais informações (41) 3221-4917.

Gaúcho de Porto Alegre, Assis Brasil é autor de 19 livros, alguns deles premiados, como os romances Cães da província (1988, Prêmio Literário Nacional) e A margem imóvel do rio (2003, prêmios Jabuti e Portugal Telecom). Grande parte de sua obra ficcional é calcada na reconstituição histórica.

Segundo o escritor, a oficina na BPP se baseia em dois temas centrais: “A personagem: sua criação e desenvolvimento dentro da história” e “O conflito como o elemento-motor da história”. “A oficina é uma etapa a mais que o escritor pode acrescentar à sua formação. Não é o começo nem o fim de nada. É um espaço em que o maior benefício é a oportunidade de discutir os textos com colegas de ofício, sob a supervisão e conselho de um escritor sênior”, diz o romancista.

Desde 1985, Assis Brasil dirige ininterruptamente uma Oficina de Criação Literária no Curso de Pós-Graduação da Faculdade de Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Já passaram pelo curso mais de 450 alunos, entre eles escritores hoje estabelecidos no cenário literário nacional, como Michel Laub, Amílcar Bettega, Cíntia Moscovich e Daniel Galera.

Serviço:
Oficina “Os elementos básicos da narrativa ficcional (conto, novela e romance)”, com Luiz Antonio de Assis Brasil
Dias 15, 16 e 17 de maio, das 14h às 17h, na Biblioteca Pública do Paraná (R. Cândido Lopes, 133 — Curitiba/PR)
Inscrições até 1º maio pelo formulário: https://goo.gl/forms/M0bc2gKj0kM8G9UH3
Entrada franca
Mais informações: (41) 3221-4917.

Fonte: BPP



A Casa da Cultura Polonesa Pe. Karol Dworaczek, na colônia Murici em São José dos Pinhais-PR, inaugura em 12/04 a Exposição individual “Moja Babuszki" do artista plástico e curador Eloir Jr.
O casarão histórico e cultural de vivências eslavas reúne mais de vinte trabalhos e uma instalação aérea que retratam a assinatura artística do artista na forma de babuchkas e matriochkas.

“Moja Babuszki”, que em polonês significa “Minhas Babuchkas” e carinhosamente “minhas vovós”, é uma coletânea lúdica e sacra, com muita influência eslava, onde o artista expressa seu icônico e preferido tema pictórico através das tradicionais bonecas de encaixar, e neste processo surgem referências as grandes atrizes, lendas e demais personalidades que interagem também com santos católicos em cenários paranistas.


Os bidimensionais de Eloir Jr. exteriorizam a riqueza cultural das milenares Ucrânia e Polônia, e seus personagens incorporam esta figuração geométrica em harmonia com gralhas azuis, pinhões, araucárias e lambrequins, remetendo a gênese da colonização paranaense.  

Eloir Jr. - Foto divulgação
Sobre o artista: 
Nascido em Curitiba-PR, Eloir Jr. é Artista Plástico e curador, pós-graduado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e graduado pela Universidade Tuiuti do Paraná. Colunista cultural do Sztuka Kuritiba, Arte&Cultura Paranaense da Revista Paulista e Coluna Arte da Revista Virtual Cultural Carlos Zemek.
Expõe profissionalmente seus trabalhos artísticos em mostras individuais, coletivas e salões de arte desde 1997 com participações em algumas edições da Casa Cor Paraná, e obtendo 12 premiações durante este período. Suas obras estão em coleções de acervos nacionais, internacionais e livros de arte e cultura.
Em 2010 representou com suas pinturas o Estado do Paraná na cidade francesa de Vaire-Sur-Marne, em 2013 participou de exposição no Carrousel Du Louvre em Paris e em 2016 na Biblioteca Pública de Nova Iorque.
Há 20 anos é estudioso das etnias européias que imigraram e colonizaram a terra Paranaense, com enfoque principal na cultura eslava da Polônia e Ucrânia, onde não só expressa a pintura sobre tela, como também o artesanato cultural destes países.
Seu trabalho é alegre, colorido e resgata as memórias culturais trazidas pelos diversos povos. Inspirando-se nos folclores polonês e ucraniano, o artista consegue demonstrar a convivência harmoniosa das etnias com os ícones paranaenses como a gralha azul, araucárias e pinhões.


SERVIÇO:
Exposição de Arte: “MOJA BABUSZKI”
Artista: Eloir Jr.
Local: Casa da Cultura Polonesa Pe. Karol Dworaczek
Rua João Lipinski, 1001 – Miringuava-Colônia Murici
São José dos Pinhais – PR
Período expositivo: 12/04 a 01/06/2017
Classificação: Aberto a todos os públicos
Telefone: 41 – 3635-1545
A Biblioteca Pública do Paraná celebra o Dia Nacional do Livro Infantil, 18 de abril, com uma programação especial. Contação de história, exibição de músicas e episódios do Sítio do Pica-Pau Amarelo e outras atividades acontecem na Seção Infantil das 9h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30. Tradicional passeio que apresenta setores da Biblioteca aos visitantes, o Bibliotour será conduzido por funcionários caracterizados de personagens de Monteiro Lobato, entre os quais Emília, Cuca, Pedrinho e Narizinho. A entrada é gratuita.

O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado todo ano em 18 de abril — data de nascimento de Monteiro Lobato. “É uma oportunidade para chamar a atenção das crianças para a literatura, além de prestar homenagem a Monteiro Lobato, o criador de personagens inesquecíveis e presentes no imaginário brasileiro, como Pedrinho, Narizinho, Emília, Tia Nastácia e Dona Benta”, diz a chefe da Divisão de Coleções Especiais da BPP, Lidiamara Gross.

Serviço:
Comemoração do Dia Nacional do Livro Infantil
18 de abril, das 9h30 às 11h30 e das 14h30 às 16h30
Seção Infantil da BPP (Rua Cândido Lopes, 133 – Curitiba, PR)
Gratuito
Mais informações: (41) 3221-4980

Fonte: BPP



Marcio Renato na fotografia de Henrique Pereira

MARCIO RENATO

Marcio Renato dos Santos, 42 anos, lança o seu sexto livro de contos, Outras dezessete noites, dia 12 de abril na Livrarias Curitiba do Shopping Estação. O evento tem início às 19h30 com um bate-papo mediado pela fotógrafa Ale Moretti e pelo jornalista Reinaldo Bessa. Em seguida, sessão de autógrafos. O autor se dedica exclusivamente ao conto e, nesta entrevista, comenta como teve início a sua trajetória, quais são os seus hábitos literários, os autores de sua preferência, entre outras questões. Mestre em Estudos Literários pela UFPR, Marcio Renato dos Santos é jornalista e trabalha na Biblioteca Pública do Paraná, onde, entre outras atividades, produz reportagens para o jornal Cândido. Informações sobre a literatura de Marcio Renato dos Santos podem ser encontradas em minda-au.blogspot.com, tulipasnegraseditora.blogspot.com, no Facebook da Tulipas Negras Editora e do próprio autor (basta digitar Marcio Renato Dos Santos).


Como foi o início de sua carreira de escritor?

A sensação é de que todo dia, a cada novo conto, a cada novo livro estou iniciando. O meu primeiro livro, Minda-au, foi publicado em 2010 pela Record. Golegolegolegolegah!, o segundo, saiu pela Travessa dos Editores, em 2013. A partir de 2014, passei a ser publicado pela Tulipas Negras. Em 2014, surgiu 2,99. No ano seguinte, Mais laiquis. Em 2016, Finalmente hoje. Agora, em 2017, estou com o meu sexto livro de contos, Outras dezessete noites. Dá a impressão de que ainda é o começo, apesar de tantos contos, de seis livros publicados, além da participação em coletâneas. Um conto meu está traduzido para o alemão na coletânea alemã Wir sind bereit.


Você é metódico? Tem horário para escrever?

Estou com 42 anos, no dia 28 de abril completo 43, e desde os 16 anos leio e escrevo todos os dias. No momento, uso uma hora toda noite para escrever. Todos os dias. Sem interrupção. Já escrevi pela manhã e até durante as tardes. Mas o importante é isso: escrever todo dia. Evidentemente, não escrevo apenas enquanto estou em frente ao computador. Ao caminhar, durante o café, no almoço, em qualquer momento do dia estou escrevendo, observando, enquanto leio (e ler estimula), dormindo, em alguma medida escrevo durante as 24 horas, inclusive o sonho me oferece situações que recrio na ficção.


Como foi gestado seu novo livro Outras dezessete noites? Como realizou a escolha dos contos?

Os dezessete contos de Outras dezessete noites foram escritos entre janeiro e dezembro de 2016. Eles aparecem no livro na sequência em que foram escritos. Todos, no entanto, foram reescritos, inúmeras vezes. Quando eu estava com o sétimo conto finalizado, me dei conta de que havia uma conexão entre o primeiro e o segundo, entre o segundo e o terceiro, entre o terceiro e o quarto, entre o quarto o quinto, entre o quinto e o sexto e entre o sexto e o sétimo. A última frase de cada conto anuncia o conto seguinte, apesar de que cada frase final tem o seu efeito próprio e também finaliza o conto em questão. Essa proposta de contos interligados é antiga e aparece, por exemplo, no clássico árabe o Livro das mil e uma noites. Daí o título: o meu sexto livro, publicado em 2017, traz 17 contos e por isso se chama Outras dezessete noites.


Alguns escritores como Jorge Luis Borges procuram uma palavra, outros, como Garcia Márquez, fixam sua atenção em alguma imagem antes de iniciar um conto. Como é o seu processo criativo? Como surge o conto na sua mente?

Uma canção. Uma cena que observo na rua. Uma frase que leio ou escuto. Um post no Facebook. Um comentário em um post no Face. A estratégia que determinada pessoa usa para postar no Face ou para agir e reagir na vida. Os livros que leio, no momento sigo na companhia de Os garotos da rua Paulo, de Ferenc Molnár, Mar paraguayo, do Wilson Bueno, Travessias, do Marco Aurélio de Souza, Odisséia, de Homero, Viva a língua portuguesa, de Sérgio Rodrigues, Utopia, de Thomas More, e de outras obras. Tudo isso me traz sugestões para escrever. Os filmes de Ingmar Bergman, Jean-Luc Godard, Gaspar Noe, Sidney Lumet, David Lynch e Fernando Severo, as canções de Michael Jackson, Caetano Veloso, Nei Lisboa, Justin Bieber, Beatles, Rolling Stones, Jimi Hendrix, Jorge Mautner, Luiz Melodia, Dary Jr, Tom Jobim, Relespública, Charme Chulo e Gilberto Gil também me estimulam. A voz da Elza Soares. O canto da Ana Carolina, da Maria Gadú, da Tiê, da Gal Costa, da Marisa Monte, da Pitty, da Céu, da Zizi Possi, da Angela Ro Ro e da Bethânia. O álbum Notorius, do Duran Duran. O aparentemente não fazer nada é outra fonte de inquietação capaz de deflagrar o início de um conto. E, sem dúvida, a leitura de contos é outra maravilha.

O jornalista nem sempre pode escrever o que está na sua mente. Ele não é livre. Está condicionado pelas regras da empresa na qual trabalha. Você considera que sua profissão ajuda ou prejudica seu trabalho de escritor?

Fazer jornalismo ajuda, sempre ajuda. Escrever uma reportagem ou uma nota, seja num jornal ou em uma assessoria de imprensa, é uma atividade estimulante. O sujeito que se esforça para fazer um texto jornalístico, ou de assessoria de imprensa, acaba entendendo o mecanismo de escrita, principalmente se não se acostumar com fórmulas. Se cada nova reportagem ou nota se apresentar como um novo desafio, vale muito ser jornalista ou assessor. Mas fazer jornalismo, ou atuar em assessoria de imprensa, também coloca o sujeito em contato com o mundo, com pessoas e situações diferentes e inesperadas. É vida. E isso é útil para alguém que deseja escrever ficção.

Dos contos que você escreveu, quais são os seus preferidos?

Cada livro meu parece que foi escrito por um autor diferente. Gosto de todos, mas prefiro os mais recentes, no caso, os de Outras dezessete noites.

Em âmbito de Paraná, quais mudanças você observa no trabalho dos contistas?

O conto tem tradição no Paraná, especialmente em Curitiba, sobretudo pelo legado de Newton Sampaio e de Dalton Trevisan. Coletâneas como Livro dos Novos, publicado pela Travessa dos Editores, revelam vozes jovens. Tem, de fato, muita gente escrevendo e publicando conto. Agora, é fundamental citar a obra de Luci Collin, uma escritora que consegue ótimos resultados seja na prosa, romance e conto, e também na poesia. Os contos da Luci Collin, em especial os do livro de contos A árvore todas (assim mesmo), merecem leitura e releitura. A curitibana Luci Collin é uma das vozes mais instigantes da literatura brasileira contemporânea.

Você poderia dar algumas orientações para os novos escritores?

Convivi com o Wilson Martins, o lendário crítico literário, o querido e estimado Wilson, que saudade. Ele costumava dizer que os iniciantes precisam de dificuldade, de muita dificuldade e obstáculos. Acho que isso é fundamental para quem está chegando. Ter, até mesmo criar, e enfrentar dificuldades. Faz um bem danado. Não acreditar em nada que é fácil, nem soluções fáceis (para um conto), nem elogios fáceis (desconfiar de elogios) e seguir na luta como se o mundo fosse (e ele é) um território inimigo. Lutar. Escrever. Lutar. Ler. Dormir. Lutar. Sonhar. Lutar. E mais: se tiver recalque, tentar eliminá-lo. Deixar a rima sem mágoa, sem nada, não perfumar a flor. Evitar a pieguice, matar a pieguice. Demolir a pieguice. E ler, ler, ler. Ler a obra de um autor por ano. Neste ano, ler todo o Machado de Assis. Ano que vem, a obra do Drummond. Depois, a do Manu Bandeira. Em seguida, a do Dalton Trevisan, a da Luci Collin, a do Miguel de Cervantes. E, simultaneamente, ler os contemporâneos, os colegas, os amigos, os inimigos, os desconhecidos e, em especial, os livros desprezados pelos cadernos de cultura e pelos jurados dos prêmios literários.

Pode citar os escritores que mais admira?

Admiro tantos. Contistas: Machado de Assis, Luci Collin, Julio Ramón Ribeyro, Antonio Carlos Viana, Jorge Luis Borges, Jamil Snege, Caio Fernando Abreu, Sergio Faraco, Júlio Cortázar, Dalton Trevisan, Anton Tchekhov, Marçal Aquino, Guy de Maupassant, Murilo Rubião, Lima Barreto, André Sant’Anna, Sérgio Sant’Anna, Jorge Ialanji Filholini, Clarice Lispector, Paulino Júnior, Cintia Moscovich, Marcelino Freire, etc. Poetas: Marco Aurélio de Souza, Fernando Pessoa, Luci Collin, Drummond, Juliana Meira, Marcelo Montenegro, Fabiano Calixto, Bandeira, Chacal, Manoel de Barros, Douglas Diegues, Ronald Augusto, Bárbara Lia, Sérgio Medeiros, Jandira Zanchi, Homero, Rilke, Rodrigo Garcia Lopes, Carpinejar, Antonio Cícero, Djavan, Lenine, Caetano Veloso, Nei Lisboa, Leoni, Moska, Helena Kolody, Hilda Hilst, Affonso Romano de Sant’Anna, Ana Martins Marques, Waly Salomão, Ruy Espinheira Filho, Quintana, Baudelaire, Ferreira Gullar, Rimbaud e Leminski. Romancistas: Enrique Vila-Matas, McEwan, Ernani Ssó, Ricardo Piglia, Luci Collin, Melville, Wilson Bueno, Carlos Nascimento Silva, Manoel Carlos Karam, Bonassi, Luiz Rebinski, Chico Buarque, André Sant’Anna, Rogério Pereira, Marques Rebelo, Machado de Assis, Roberto Gomes, Thomas Mann, Guido Viaro, Carlos Eduardo de Magalhães, Maria Valéria Rezende, Valêncio Xavier, Bernardo Carvalho, João Gilberto Noll, Rubem Fonseca, Moacyr Scliar, João Guimarães Rosa, Mário de Andrade, etc. Gosto também de biógrafos, principalmente o Ruy Castro e o Joaquim Ferreira do Santos. O Pedro Nava e o Rubem Braga são releituras permanentes. Encontro textos incríveis na imprensa, como o do José Carlos Fernandes e o do Omar Godoy.

Qual atitude você espera dos leitores de seu novo livro? Qual é o seu leitor ideal?

Gostaria que as pessoas viessem a ler os meus contos. Se pudessem reler, melhor ainda. Já pensou ser lido pelos curitibanos e pelas curitibanas? Seria demais. E depois, vir a ser lido em São Paulo, Araucária, Salvador, Campos Largo, Porto Alegre, Paranavaí, Londrina, Palmas, Maringá, Florianópolis, Rio Negro, Belo Horizonte, Ponta Grossa, João Pessoa, Foz do Iguaçu, Santa Cruz do Sul, Guaratuba, Santa Maria, Matinhos, Campinas, Niterói, Matelândia, Rio de Janeiro, Jacarezinho, Paris, Paranaguá, Nova York, Pato Branco, Lisboa, Cornélio Procópio, Barcelona, Loanda, Tóquio, Piraquara e Berlim. Gostaria mesmo que meus contos fossem lidos. O leitor ideal é o que lê, é um leitor, uma leitora, que pode ser você, por que não?


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