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A Biblioteca Pública do Paraná promove nesta sexta-feira (30) o 5º Encontro de Pessoas com Deficiência Visual. O evento acontece entre às 13h30 e 17h, no auditório, e conta com uma programação de palestras e apresentações de teatro e música. A inscrição é gratuita pelos telefones (41) 3021-8400 e 0800 727 8888.

Foto Divulgação BPP -Crédito Lina Faria

Programação

13h30 — Abertura com Cleomira Ferreira de Souza (coordenadora da Seção Braille da Biblioteca Pública do Paraná) e Walter Eldam (secretário regional da Sociedade Bíblica do Brasil)
14h — Apresentação de teatro com o grupo Unidev (União dos Deficientes Visuais)
15h — Palestra “Uma vida de gratidão”, com Clodoaldo Veríssimo (Escola Hermann Gorgen)
16h — Apresentação do coral da Associação Beneficente Dikaion
16h30 — Café de encerramento

Serviço
5º Encontro de Pessoas com Deficiência Visual
30 de outubro (sexta-feira), das 13h30 às 17h
Auditório Paul Garfunkel da BPP (R. Cândido Lopes, 133 — Curitiba / PR)
Inscrições gratuitas pelos telefones
Mais informações pelos telefones (41) 3021-8400 ou 0800 727 8888.
Ao olhar a foto do botão de dália e da gota d´água, lembrei-me de um livro que estou lendo do Escritor e Jornalista Alberto Manguel, nascido em Buenos Aires: “Lendo imagens - Uma história de amor e ódio”. Numa das páginas, no início do livro, o autor refere-se às lembranças de quando estava com nove anos de idade e descreve com riqueza de detalhes, uma visita que fez ao pequeno ateliê de pintura de sua tia. Manguel fez com que eu imaginasse a cena e senti-se o aroma da tinta óleo, da terebintina e visualiza-se as telas que estavam guardadas, apoiadas umas nas outras...

 E a narrativa prossegue contando em seguida, sobre a curiosidade e encanto do menino ao ver um livro com as fotos das telas de Van Gogh, entre elas, “Barcos de pesca na praia em Les Saintes-Maries-de-la-Mer”.  Segundo Manguel, “A praia multicolorida de Van Gogh vinha à tona com frequência na imaginação da minha infância”.

Quanto à foto acima, ao obsevar com mais atenção o botão de dália e gota d’água, percebi o reflexo das janelas da casa, contido na gotinha, a curiosa imagem sugere uma breve pausa no tempo, como se as janelas fossem retratadas por segundo e depois desapareceriam junto com o pequeno espelho
d'água.

Às Leituras de imagens ou Narrativas de imagens são únicas no que se referem ao olhar de cada observador, dependendo da sua Leitura de mundo, de suas experiências e lembranças; seja esse olhar direcionado a uma tela de um pintor famoso, ou as imagens contidas na rua, ou em fotografias em revistas ou jornais, entre outros.


Van Zimerman
Domingo, 9 de outubro às 10:00 da manhã, será o lançamento da Antologia CONEXÃO II.
na Feira Do Poeta, Largo Da Ordem em Curitiba.

A Antologia foi organizada pelo poeta Amauri Nogueira. A capa do livro é um trabalho do artista plástico Di Magalhães.  O prefácio é da poeta, professora e escritora Isabel Furini. O livro apresenta trabalhos de 55 poetas.



Participam do livro os poetas: Amauri da Silva Nogueira, Adirce Herdérico, Alvaro Posselt, Anaira Mafeoli, Aparecida Varela, Arriete Rangel de Abreu,   Batista de Pilar, Carla Ramos, Chico Valiente Farro, Cristiane Souza,  Decio Romano,  Desirée de Souza Cavallin, Elciana Goedert, Elieder Corrêa da Silva, Ênio de Oliveira da Rosa , Gilka Correia ou Gigi de Curitiba, Igor Silva, Igor Soares Veiga (“Perigor”), Ione Perez, Iracema Alvarenga Gomes, *isabel Sprenger Ribas, Jefferson Luiz Moreira Dieckmann, Jorge Paulo Koury, Josiliano  de Mello Murbach , Laura Mont Serrat, Lia Marcia Finn, Lira Agibert, Luciah Lopez, Luciana do Rocio Mallon, Luis Carlos Brizola, Luís Ronconi, Madalena Ferrante Pizzatto,  Marco Pasquini, Poemas, Maria Ernestina Maciel Alzamora, Marian Pellizzer, Marinez Novaes, Marta Ribeiro, Mhario Lincoln, Nelinho Santos, Paulo de Jesus, Paulo Roberto Pereira Vallim, Pricila Prado, Regina Bostulim, Rei Seely (Haiti), Rita Delamari, Rocio Vaz, Silvana Mello, Siomara Reis Teixeira, Vanessa Moreno, Vanice Zimerman, Walmor Zimerman


A artista poetisa e artista plástica Maria Antonieta Gonzaga Teixeira participou do Concurso Nacional de Novos Poetas e seu poema foi selecionado para fazer parte da Antologia Poética SARAU BRASIL 2016.
O título de seu poema é AQUARELA (página 275).
A tela que acompanha esta postagem é autoria de Maria Antonieta, e seu objetivo foi  homenagear o Nordeste brasileiro.




Quadro Jangada - Lagoinha, de Maria Antonieta Gonzaga Teixeira


Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França - Avenida Marechal Floriano Peixoto, 458 - Curitiba/PR.

Em 1971 a historiadora da arte Linda Nochlin perguntou “Por que não houve grandes mulheres artistas?”. A autora respondeu a esta questão retórica percorrendo um caminho no qual demonstrou que mulheres sempre foram artistas, apesar de terem sido invisibilizadas pela escrita da história e as instituições. A partir da década de 1970 uma extensa revisão da história da arte vem sendo realizada possibilitando o reconhecimento de artistas mulheres, abrindo novas possibilidades de compreendermos o passado e a revisão da chamada tradição artística. Com isso, nas últimas décadas pudemos observar a expansão do reconhecimento de mulheres artistas e a ampliação de suas presenças em acervos, exposições, instituições e eventos do mundo mundo da arte. A presença das mulheres nas artes visuais, entretanto, não vem ocorrendo sem contradições e lutas constantes que pautam reivindicações coletivas e o chamado arte-ativismo.

Neste curso será apresentada e discutida a presença das mulheres na história da arte.Analisaremos os contextos históricos, sociais e culturais que (in) visibilizaram a produção visual de artistas mulheres em diversas temporalidades com maior destaque para a produção de artistas modernistas e contemporâneas. Analisaremos como a crítica feminista contribuiu para a desconstrução do sujeito artista e ampliou as possibilidades de existir no mundo da arte e como podemos pensar os feminismos relacionados às artes na atualidade. Estes aspectos serão relacionados com a produção de artistas mulheres tais como Martha Rosler, Adriana Varejão e os coletivos Polvo de Gallina Negra e Mujeres Creando.

- Resgates históricos: mulheres artistas do barroco ao modernismo
- A vida moderna, os espaços e as imagens das mulheres
- Movimentos de Arte Feminista

1º Dia - 8 de outubro
Resgates históricos: mulheres artistas do barroco ao modernismo
A vida moderna, os espaços e as imagens das mulheres
Movimentos de Arte Feminista

2º Dia - 22 de outubro
Arte, militância e as relações de gênero
Mulheres na arte contemporânea
Pensar gênero e sexualidade na arte contemporânea

Datas: 8 e 22 de outubro
Orientadora: Milena Costa de Souza
Local: Centro Cultural Heitor Stockler de França - Av. Mal. Floriano Peixoto - Centro, Curitiba - PR

Valor de cada módulo (dia): R$ 40 e R$ 20 (trabalhador da indústria).
Inscrições: pelo e-mail sesicultura.hsf@sesipr.org.br

Milena Costa de Souza
Doutoranda no Programa de Sociologia na Universidade Federal do Paraná/UFPR. É artista visual e pesquisadora do grupo Mulheres e Produção Cultural (UFPR). Realiza pesquisa em artes visuais, gênero, sexualidades e estudos culturais. Realizou exposições em diversas cidades e países
com destaque para o Itaú Cultural (SP), Centro de Arte

Contemporânea (Quito) e MAC-Pr. E mail: souza.milena82@yahoo.com.br



               Camille Claudel aos 20 anos

SERVIÇO:

Oficina A Mulher na História da Arte
Com Milena Costa e Silva
Data: Sábado, 08 e 22 de outubro

Horário: Das 14h30 às 17h
Local: Centro Cultural Sesi Heitor Stockler de França
Avenida Marechal Floriano Peixoto, 458 | Centro | Curitiba/PR
Inscrições: R$ 40 ou R$20 (trabalhador da indústria), pelo e-mail sesicultura.hsf@sesipr.org.br
Mais informações: (41) 3322-2111

Fontes: http://www.sesipr.org.br/cultura/EventAgenda27805content319521.shtml
e https://www.facebook.com/events/211273659290887/




Em setembro, o Museu Paranaense, uma das instituições públicas mais antigas do Paraná, sendo o primeiro no Estado e terceiro no País, completa 140 anos. Para comemorar a data estão sendo realizadas diversas atividades culturais abertas ao público durante todo o mês.
Sob a coordenação do artista e designer Oswaldo Fontoura Dias, 14 artistas paranaenses foram convidados a produzir trabalhos que retratam temas acolhidos pela Instituição Cultural, como civilização, colonização, a cultura do mate, indústrias, religiosidade, presença africana, aprisionamento, usos e costumes, entre outros, e que farão parte da exposição “Memórias Afetivas”, compondo a celebração da efeméride.

Quadro de Eloir Jr.


“A proposta da exposição é fazer uma releitura dos temas abordados pelo museu. Ao mesmo tempo em que ressalta a sua importância histórica, as obras deixam margem para a comparação com a realidade dos dias atuais – o questionamento do que é passado, do que é presente. São 14 artistas que retratam temas com a diversidade da linha de trabalho e técnica de cada um, fazendo desta exposição um convite ao resgate dos valores que a nossa sociedade aplica”, comenta Oswaldo Fontoura Dias, idealizador da mostra.

Renato Carneiro Jr., diretor do Museu Paranaense, completa: “Este é o momento para celebrar junto aos parceiros e público do Museu Paranaense seu 140º aniversário. Cooperações que foram fundamentais para construção deste rico patrimônio. A comemoração da data tem a colaboração de várias instituições e pessoas, que contribuem juntas para a conservação desta história”.

Participam de “Memórias Afetivas” os artistas; Ari Vicentini, Arlene Senegaglia, Carla Schwab, Eloir Jr., Felipe Sekula, Janete Fernandes, Katia Velo, KéziaTalisin, Márcio Prodócimo, Oswaldo Fontoura Dias, Suzana Lobo, Suzete Cidral, Tânia Leal e Waltraud Sekula.

SERVIÇO:
“MEMÓRIAS AFETIVAS”
Exposição de Artes Visuais em comemoração aos 140 anos do Museu Paranaense
Local: Museu Paranaense | Auditório Loureiro Fernandes
Abertura: dia 23/09 às 17h
Visitação: De 23/09 a 13/11/2016
Endereço: Rua Kellers, 289 - Alto São Francisco, Curitiba - PR, 80410-100
Horário de funcionamento: de terça a sexta, das 9h às 18h. Sábado, domingo e feriado, das 10h às 16h.
Mais informações: (41) 3304-3300
www.museuparanaense.pr.gov.br




Elciana Goedert, do grupo Escritibas Na Rua, convida para o dia 25 de setembro no Passeio Público, Centro de Curitiba, para a comemoração do Dia da Árvore.

O evento chamado “Um poema em cada árvore” convida os interessados a enviarem os seus textos para que eles sejam pendurados nas árvores do parque.A inscrição é grátis e aberta ao público em geral. Esta iniciativa é realizada pelo coletivo Escritibas Na Rua, e objetiva proporcionar um espaço de leitura poética para as pessoas que frequentam o parque, expondo o trabalho de escritores independentes e muitas vezes desconhecidos do público em geral.


Observe na imagem quais são os critérios para participar com seu poema.
Uma das atividades deste evento comemorativo ao Dia da Árvore, será o Sarau Popular. Vários artistas populares (poetas, músicos, palhaços...) estarão presentes para entretenimento das pessoas que passaram pelo Passeio Público no domingo à tarde.

Para participar com seu poema, observe o regulamento:
1. Cada autor deve enviar apenas um poema, em prosa ou verso;
2. O poema em versos deve ter no máximo 4 estrofes e em prosa no máximo 25 linhas, em formatação justificada;
3. Para facilitar a leitura nas árvores, serão aceitos apenas textos em arquivo Word, fonte Arial 14;
Envie o arquivo com o seu poema para os responsáveis pela organização do evento, através do e-mail: escritibasnarua@gmail.com
OBS: os organizadores podem escolher quais poemas serão expostos, caso haja demanda em relação ao espaço liberado pelo departamento de Meio Ambiente Municipal;
Alguns poemas podem ser enviados para exposição em outras cidades, promovendo uma troca.
*PRAZO PARA ENVIO: até às 17h do dia 23/09

O projeto ocorre simultaneamente em diferentes cidades do Brasil, e aqui em Curitiba ainda haverá a 57ª edição do Sarau Popular, dentro do Restaurante do Passeio, com exposição de livros de autores independentes da região.





Amanhã, 12/09/2016, iniciará a 35a Semana Literária SESC – XIV Feira do Livro Editora UFPR. Palestras, lançamentos de livros, Mesas Redondas, cine-Sesc, música e outras atividades culturais fazem parte da programação.

Destacamos a presença do romancista Miguel Sanches Neto e a filósofa e escritora Marcia Tiburi. Eles participarão da Mesa Redonda "Vamos falar de quê"? Em 13 de setembro, a partir das 19h30m., na Praça Santos Andrade, em Curitiba.

Marcia e Miguel responderão algumas perguntas que inquietam as pessoas: Como se conduzir diante da profusão de textos impressos e eletrônicos dos dias de hoje? Por que essa extrema necessidade de se expor nas redes sociais, por que se fala tanto? Há algum conteúdo em tanta comunicação? O conteúdo está no texto escrito ou além do texto? O conteúdo está na fala ou naquilo que se cala? O que falar quer dizer? Do que estamos falando?
O mediador será o jornalista Rogério Pereira.

[ Miguel Sanches Neto é doutor pela Unicamp (1998) e professor-associado na Universidade Estadual de Ponta Grossa, onde atua no Programa de Pós-Graduação em Linguagem, Identidade e Subjetividade. Autor de mais de 30 livros, como os romances Chove sobre minha infância (Record), Um amor anarquista (Record) e A máquina de madeira (Companhia das Letras), traduzidos para o espanhol e para o francês. Lançou em 2015 o romance de história alternativa A segunda pátria (Intrínseca), sobre os nazistas no sul do Brasil, e em 2016 A Bíblia de Che (pela Cia. das Letras), um policial que se passa em Curitiba, Cuba e Bolívia. Recebeu, entre outros, o Prêmio Cruz e Sousa (2002) e Binacional das Artes e da Cultura Brasil-Argentina (2005).

Marcia Tiburi é doutora em filosofia pela UFRGS e escritora. Ano passado lançou Como conversar com um fascista: reflexões sobre o cotidiano autoritário brasileiro (Ed. Record, 2015). Publicou diversos livros de filosofia, entre eles As Mulheres e a Filosofia (Ed. Unisinos, 2002), Filosofia Cinza – a melancolia e o corpo nas dobras da escrita (Escritos, 2004), Mulheres, Filosofia ou Coisas do Gênero (EDUNISC, 2008), Filosofia em Comum (Record, 2008), Filosofia Brincante (Record, 2010), Olho de Vidro (Record, 2011), Filosofia Pop (Ed. Bregantini, 2011) e Sociedade Fissurada (Record, 2013). Publicou também os romances Magnólia (2005), A Mulher de Costas (2006), O Manto (2009) e Era meu esse rosto (2012), todos pela Record. É autora ainda dos livros Diálogo/desenho, Diálogo/dança, Diálogo/Fotografia e Diálogo/Cinema (Ed. SENAC-SP). Em 2014 lançou o ensaio Filosofia Prática, ética, vida cotidiana, vida virtual, pela Record. É professora do programa de pós-graduação em Educação, Arte e História da Cultura da Universidade Mackenzie e colunista da revista Cult.

SERVIÇO:
DIA:
13/09/2016
HORÁRIO:
19h30
LOCAL:
Auditório Praça Santos Andrade
PÚBLICO:
Adulto
CONVIDADOS:
Miguel Sanches Neto
Marcia Tiburi



Lauro Hait Schwab (1918-1953) foi poeta e contista de Ponta Grossa no Paraná, filho do casal de primos Gaspar José Schwab e Catharina Schwab Neta. Nasceu em uma família tradicional e de imigrantes alemães-russos que colonizaram boa parte do Estado do Paraná, fixando-se no município de Ponta Grossa. Herdou bagagem genética de seus avós, alemães oriundos da Rússia, também conhecidos como russos brancos, russos-alemães e alemães do Volga, tornou-se artista da 6ª. arte, ou seja, literatura, que fez parte de sua vida através da palavra contada e escrita desde sua adolescência e por um curto período de sua vida adulta.

Para narrar a vida do Poeta Paranaense, é necessário e imprescindível expor suas origens teuto-russa, pois este fato acresce a história de muitos intelectuais que se consolidaram no Estado do Paraná.
Os Alemães do Volga são um grupo étnico germânico que vivia próximo ao importante Rio Volga, na Rússia. No século XVIII, por volta de 1763, este povo teuto foi convidado pela Czarina Catarina, “a Grande”, para colonizarem o Baixo Volga, próximo ao mar Cáspio, nas regiões de Saratov e Sâmara. O assentamento alemão ao longo do Volga, segundo o Centro de Estudos Germânicos do Volga, da canadense Concórdia University, cataloga que esta chegada alemã em solo russo, gerou várias aldeias étnicas, entre elas encontra-se a de Schwab, obtendo também alguns nomes como (Bujdakow-Bujerak, Schwab, Schwabskij) e foi fundada como uma colônia luterana em 08 de Julho de 1767 com 44 famílias uma população de 158 pessoas, localizada no lado oeste do Volga entre Galka e Shcherbakovka.

Aldeia Schwab – (шваб em cirílico ao centro da imagem)
Fonte/Imagem: CVGS-The Center for Volga German Studies
http://cvgs.cu-portland.edu/settlements/mother_colonies/colony_schwab.cfm



Da Rússia para o Brasil, a saga teutônica destes alemães do Volga continuou, e aqui chegaram as primeiras famílias em 1877, dentre elas, a família Schwab, que mais precisamente se estabeleceram nos Campos Gerais, que vindos de tão longe, buscavam a felicidade e a riqueza que não encontravam em sua Pátria. Porém a colonização mais forte se formou em Ponta Grossa, muitas famílias se estabeleceram em um bairro onde hoje conhecemos como “Nova Rússia”. Com os alemães do Volga a cidade teve seu primeiro jornal (o Diário dos Campos), o primeiro cinema (o Renascença), ambos fundados na década de 1900, sendo atribuído também a estas famílias, a introdução dos grandes carroções de transporte da erva mate, nosso ouro verde, a riqueza inicial do Estado do Paraná. Este grande auxílio destas famílias imigrantes trouxe o progresso ao Estado, contribuindo também para a cultura local, conseguindo manter na nova Rússia, seus hábitos e costumes através de seus descendentes, batizando nomes de ruas, tornando-se industriais, artistas, intelectuais e prosperando em seu novo habitat, a cidade denominada por Getúlio Vargas como Capital Cívica do Paraná em 1930, quando este de lá, comandou a revolução de mesma data, e carinhosamente mais conhecida como “Princesa dos Campos Gerais”, pois seu centro inicial se ergue numa elevação maior em meio às colinas verdejantes que se estendem, como se fossem um mar, muito verdes.

Nesta terra paranaense cresceu o Poeta Lauro Hait Schwab, e sua infância foi marcada por histórias e contos narrados por seus avós, seus pais e familiares que enfatizavam a saga dos alemães do Volga, entre outras histórias de vida e conversas urbanas.
Da infância para adolescência, as histórias ouvidas por Lauro em rodas familiares, tomaram uma boa parte de sua educação e inconscientemente permaneceu com ele, vindo mais tarde surgir entre poemas e contos.
Neste período de formação educacional, o dom literário do Poeta fica adormecido, pois seus pais, visando uma boa formação para obter um próspero futuro em profissões de “valorização comercial”, o matriculam em uma conceituada instituição de prestigio até os dias de hoje, a Sociedade Educacional Professor Altair Mongruel, mais conhecida como Colégio SEPAM e na época como Academia Pontagrossense de Comércio.  Lauro ingressa no ensino propedêutico e na primeira turma do curso profissionalizante em contabilidade e três anos depois, forma-se contador. (Fonte: Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.18, p. 156 - 169, jun. 2005 - ISSN: 1676-2584)

Academia Pontagrossense de Comércio-Colégio SEPAM
Hoje: Sociedade Educacional Professor Altair Mongruel
Fonte/Imagem: Acervo da Instituição
Revista HISTEDBR On-line, Campinas, n.18, p. 156 - 169, jun. 2005 - ISSN: 1676-2584


Lauro Hait Schwab – Formatura do Curso de Contabilidade
da Academia Pontagrossense de Comércio.
Fonte/Imagem: Iracema Schwab Bertineti (primogênita de Lauro Hait Schwab) 


Durante o período de formação profissional no Colégio SEPAM, Lauro escreve contos para amigos e familiares, transcreve poemas que lê e fica reconhecido por executar uma excelente caligrafia e manuscritos de renomados autores de sua época e desta forma surge em sua essência toda a arte literária que lhe é inata.

Manuscrito caligráfico de Lauro Hait Schwab
Fonte/Imagem: Miriam Krüger Schwab de Freitas (2ª. filha de Lauro Hait Schwab)



A vida adulta do poeta se inicia, e Lauro conhece Leda de Oliveira com quem se casa e desta união nasce sua primogênita em 1943, que com alma de poeta e apreciador do grande José de Alencar, batiza sua primeira filha com o nome de Iracema (Iracema Schwab), em homenagem ao romance do grande mestre. Passados dois anos, Lauro se separa de Leda de Oliveira, que parte para Pelotas-RS e o poeta permanece em Ponta Grossa com sua filha Iracema Schwab.  Neste entretempo Lauro escreve mais poemas e contos e em 1949 conhece Eli Krüger de Freitas com quem tem sua segunda filha, Miriam Krüger Schwab em 1951.

O poeta Lauro Hait Schwab, com suas duas filhas em um dia de verão no litoral Paranaense. 
(Iracema Schwab em pé e Miriam Krüger Schwab ao colo).
Fonte/Imagem: Iracema Schwab Bertineti

Na inicio da década de 1940, grupos de intelectuais se reúnem em diferentes locais do país no intuito de discutir questões da identidade e história do Brasil, visto toda sua peculiaridade de formação nacional, e na cidade de Ponta Grossa no ano de 1948 surge o Cento Cultural Euclides da Cunha que funcionou até 1985, reunindo pensadores, poetas, artistas, filósofos entre outros que discutiam assuntos de interesse cultural, identidade, educação e divulgação da produção local.

Como meio de mídia da época, nasce o jornal “Tapejara, entre 1950 e 1976, que circulou em grupos intelectuais do Brasil e exterior; composto por textos literários, antropológicos, históricos, entre outros, o periódico difundiu as principais idéias de seus intelectuais fundadores, nas quais, a preocupação com a definição da brasilidade assumia lugar central, através de uma série de mecanismos de interpretação social e histórica do Brasil. Os intelectuais do Centro assumiram o papel de realizar “o conhecimento e a interpretação dos fatos e acontecimentos de nossa vida”, como parte do exercício da própria brasilidade, e com base na obra de Euclides da Cunha, buscaram definir o Brasil numa totalidade étnica, cultural, racial, histórica e moral. Com uma proposta diferente do Paranismo (ou o culto as coisas do Paraná), que sobressaía no pensamento intelectual paranaense da época, o “Tapejara”, voltava-se a exaltação do Brasil (como um país mestiço por excelência) e ao enquadramento do pensamento, das ações e dos sujeitos brasileiros numa lógica de continuidade de valores e características, desde os tempos coloniais até a sua época, operando um entendimento de sentido histórico”. (Fonte: A BRASILIDADE EM PAUTA: INTELECTUAIS E SENTIDO HISTÓRICO NO PERIÓDICO TAPEJARA. Caroline Aparecida Guebert –Luis Fernando Cerri –UEPG – Campus de Ponta Grossa).

Fonte/Imagem: Centro de Documentação 
e Pesquisa em História-C. D.P.H. da UEPG-PR

Nesta década dourada e de nascimento de novas correntes intelectuais, o Poeta Lauro Schwab, ingressa no Centro Cultural Euclides da Cunha, sendo contemporâneo de Faris Michaele (1911-1972), considerado “O Tapejara”, um gigante intelectual de Ponta Grossa.
Lauro então produz obras inéditas e torna-se intelectual da então recém formada Academia de Letras de Ponta Grossa que funcionava em co-irmandade com o Centro Cultural, um apêndice assim dito. Com muito orgulho e entusiasmo por levar o nome de sua cidade pelo mundo, os membros e associados tratavam-se entre si de “euclidianos”.

O Poeta Euclidiano Lauro Hait Schwab



Já como um “euclidiano”, Lauro Hait Schwab tem seu poema “Quando” publicado no periódico “Tapejara”, com repercussão pelo país, América Latina e países europeus com origem da língua latina. A publicação consta no Tapejara, exemplar no. 3, de Março de 1951 na página 8, há também o registro como euclidiano na página 166 do livro: Faris Michale, o Tapejara, exemplar biográfico de autoria de Eno Theodoro Wanke.




Fonte/Imagem: Centro de Documentação e Pesquisa em História-C. D.P.H. da UEPG-PR


O jovem poeta dos Campos Gerais falece tragicamente em maio de 1953, aos 35 anos e mais uma vez torna-se nota no Tapejara. Sua obra é imortalizada com um único poema publicado, mas com referência e título de Poeta e Contista que deixou diversos trabalhos inéditos para serem estudados, pesquisados, é uma gênese dos tempos dourados da intelectualidade que Ponta Grossa vivenciou um presente para a nova geração e para os descendentes de Schwab.
Em “Sonho de Rimas”, o poeta Lauro só viu palavras floridas, colhidas, rimadas, agrupadas de um sonho poético, estético que o intransigente subconsciente o confidenciou, que nos ensina em “Quando”, através do suor do rosto, pelas lutas da sobrevivência pessoal e familiar, angústias e moléstias, da dor moral e referencia que o vale de lágrimas é transitório e que a alma é imortal, assim como “Poesia” que é a mais bela das palavras, inspirando sentimentos e emoções, sendo o manancial da sutileza da alma, nasce novamente a sublime poesia sensibilizando corações tornando-se atemporal em impressões datilografadas pelo seu DNA artístico.

Poemas de Lauro Hait Schwab – (Sonho de Rimas e Poesia)
Fonte/Imagem: Miriam Krüger Schwab de Freitas (2ª. filha do Poeta).

Hoje, toda a documentação histórica do Centro Cultural Euclides da Cunha, exemplares do periódico e internacional Tapejara, encontram-se no Centro de Documentação e Pesquisa em História da Universidade Estadual de Ponta Grossa.

Eloir Jr.



Eloir Jr. é artista Plástico curitibano, pós-graduado pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná e graduado pela Universidade Tuiuti do Paraná, colunista cultural do Sztuka Kuritiba, curador e professor de arte. Há 20 anos é estudioso das etnias europeias no Estado do Paraná, com enfoque principal na cultura eslava da Polônia e Ucrânia, onde expressa seus trabalhos em harmonia com ícones paranistas; araucárias, pinhões e gralha azul.


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