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Uma grande oportunidade para POETAS e POETISAS. Podem participar da Antologia "MULHERES PELA PAZ" - que será publicada no mês de março em Ausburg (Alemanha) pela Fénix, em coordenação com a poeta e embaixadora da Paz Alexandra Magalhães Zeiner.

Cada autor deve enviar apenas 1 poema pelo e-mail, até o dia 25 de fevereiro. Pode escolher entre os temas: "Mulher" - "Mulheres pela Paz" - "Dia da Mulher".
O poema deve ser enviado para: micarmovasconcelos@gmail.com

No final do poema deve constar o nome do poeta, cidade, país de residência e fotografia. A biografia deve ter no máximo 5 linhas. O poemas podem estar escritos em português ou em espanhol.

Podem participar poetas e poetisas. A coordenação é de Carmo Vasconcelos.

A participação é gratuita.




Elciana Goedert, escritora e poeta curitibana, é da nova geração da Feira do Poeta e faz parte do grupo Escritibas na Rua, sendo também uma das integrantes do coletivo Marianas (anteriormente conhecido como Meninas que Escrevem em Curitiba). 

No segundo semestre de 2016, lançou o livro de poesias eróticas Sob a Ótica de Eros, e agora em 08 de março de 2017 lança seu terceiro livro: NUTRISIA. 

Além de ser uma das autoras da Coleção Marianas 2017, Elciana participa com Andréia Carvalho Gavita na diagramação, e também assina como revisora dos livros Impermanências (de Araci Labiak) e  Poética Livre (de Francielle Costacurta).

O lançamento será a partir das 19 horas, na Cia dos Palhaços, um aconchegante espaço cultural em Curitiba, localizado na Alameda Princesa Izabel, 465 (Bairro São Francisco).           

Sobre Nutrisia, Lia Finn, uma das escritoras da Coleção Marianas 2017 e prefaciadora do livro, diz:
 “A cadência poética de Elciana Goedert (Ciça) levanta a voz de uma necessidade interna, íntima pela poesia. A poesia não é possuída pela poeta, e sim compartilhada como um meio e um fim. A poesia em Nutrisia não é em si apenas substância, mas substanciada e oferecida ao leitor para aplacar uma fome. 

A própria Ciça apresenta sua obra da seguinte forma:
      “Poesia é nutriente da alma... é então, nutrisia.
Mas dá pra viver de poesia?
E... tem como viver sem ela?

Poesia é alimento divino, é a porção de “ambrosia” que nos é oferecida pelos deuses para resistir a escassez de sensibilidade. Ela tem a “pitada daquele tempero especial”, que dá um toque diferente à vida.

Nutrisia é um prato que preparei com muito carinho, e que ofereço a você para que sua alma fique “satisfeita”, repleta de bons sentimentos. Ofereça esse alimento também aos que com você convivem. Espalhe a receita de nutrisia por aí e colabore para erradicar a “fome da alma” de tantas pessoas que (sobre)vivem neste planeta.
Porque não há nada mais triste que observar uma alma em estado de inanição, “seca”, sombria...”

A obra fará parte do 2º Box da Coleção Marianas, em companhia de outras 10 escritoras do coletivo: Araci Labiak, Deisi Jaguatirica, Francielle Costacurta, Jaqueline Balthazar Silva, Lia Finn, Marli Carvalho da Silva, Patrícia Claudine Hoffmann, Rita Maria Kalinovski, Rosa Maria Mano e Vera Lúcia de Paula Paixão. 


Publicações da autora
Eu e a Poesia –  Editora Maple (2014)
Sob a Ótica de Eros – Edições Editoriais Catalina (2016)

2. Participação em Antologias Poéticas:
CONCURSO NACIONAL NOVOS POETAS 2012 – Prêmio Sarau Brasil
I Antologia da Confraria da Poesia Informal – 2013
II Antologia da Confraria da Poesia Informal – 2014 
Poesias Escolhidas Vol. II: O Melhor de Mim - Ed. Poesias Escolhidas – 2014 
Elas São de Marte - Mulheres Sem Censura – 2015 
III Antologia da Confraria da Poesia Informal – 2015 
Conexão: Feira do Poeta – 2015
Folhetim dos Poetas Malditos – 2015 
Conexão II: Feira do Poeta – 2016
Antologia Identidad de los Pueblos (organização Alfred Asís) – 2016
II Antologia AVL (Academia Virtual de Letras) – 2017
Antologia Asas à Poesia, Editora Liberum – 2017

Para acompanhar as poesias da escritora no Facebook, acesse a página:
Ciça - Universo em Versos https://www.facebook.com/universoemversos
INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO RIO GRANDE DO NORTE.
CURSO: Literatura e Ensino (especialização)
DISCIPLINA DE PÓS-GRADUAÇÃO: Estudos Culturais
PROFESSORES: Francisco Leandro, João Batista e Maria Eliane
Discente: Maria de Fátima Gonçalves
ATIVIDADE AVALIATIVA DO MÓDULO IV: Minicurso
TITULO DE MINICURSO: Estudos sobre a identidade cultural da escritora e poetisa Isabel Furini na perspectiva de identidade cultural pós- moderna.
             I ENCONTRO SOBRE LITERATURA E ESTUDOS CULTURAIS
                                                           
                                                                  ***

PROFESSORA RESPONSÁVEL: Maria de Fátima Gonçalves

                                                           E-mail: fatimamare@bol.com.br

Mini Currículo: graduada em pedagogia (UFRN) pós graduanda (especialização) em Literatura e ensino (IFRN) professora e poetisa. Com poemas publicados no site Recanto das Letras e no Blog da escritora poetisa e educadora Isabel Furini.

INSTITUIÇÃO DO RESPONSÁVEL: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte

TÍTULO: Estudos sobre a identidade cultural da escritora e poetisa Isabel Furini na perspectiva de identidade cultural pós- moderna. 

PÚBLICO-ALVO: estudante da Educação Básica (Ensino Médio)

NÚMERO MÁXIMO DE PARTICIPANTES: 50 estudantes.

OBJETIVO(S):

Entender os três tipos de identidades (Iluminismo, sociológica e pós-moderna) situadas por Stuart Hall;
Ter acesso a biografia e obras literárias (poemas, crônicas e contos) da escritora Isabel Furini;
Saber identificar elementos das estruturas dos textos como fatores que definem a identidade da escritora como pós- moderna;
Assimilar as ideias da escritora, Isabel Furini por entrevista concedida via email no que toca a ideia de identidade nacional, local, comunitária no processo do estágio da globalização;  
Entender a postura da escritora ao articular os contextos literários: antigo e de tradição numa realidade contemporânea. 

EMENTA:

Identidade cultural pós-modernidade (sujeito do Iluminismo, sujeito sociológico e sujeito pó- moderno);
Uma síntese biográfica da escritora Isabel Furini contendo os principais dados pessoais e profissionais;
Uma breve análise sobre o livro “A BARCA DE RÁ - POEMAS DA TRAVESSIA DOS PERSONAGENS MORTOS PELOS PORTAIS DAS 12 HORAS”. 
Estudos dos poemas (“PRANTO INDÍGENA” E “GENTIL GESTO”) e a crônica (“AMOR UNIVERSAL NA LÍNGUA”).
Exposição da entrevista com a escritora concedida via e-mail (a respeito da identidade pós-moderna considerando a questão da identidade nacional, regional, local e comunitária no mundo global). 
Vídeo com duração de 2 minutos sobre exposição e lançamento do livro “Outros silêncios”. 
Dinâmica de identidade e valores.

JUSTIFICATIVA: 

O presente trabalho tem como finalidade primordial desenvolver um pensamento crítico reflexivo a partir de uma articulação do saber teórico e prático no que diz respeito às identidades culturais abordadas por Stuart Hall considerando estudos realizados sobre a ou as identidades da escritora e poetisa Isabel Furini na perspectiva de uma identidade literária pós-moderna. Os referidos estudos foram realizados a partir de leituras e análises de algumas obras literárias (poemas, contos e crônicas assim como também entrevista semi-estrutural concedida via E-meil e leitura biográfica da autora).  É inquestionável a importância da literatura para a construção de identidades do sujeito enquanto intelectual principalmente no que toca à literatura regional, local, comunitária e nacional, todavia sabemos que o período histórico contemporâneo ou pós-moderno traz características bem pertinentes a uma aldeia global em que as culturas nacionais vão cada vez mais se hibridizando e dando espaço para múltiplas identidades de plurais referências. Sendo assim, este minicurso objetiva desenvolver um estudo articulado literatura, estudos culturais e identidade pós-moderna tendo como saber prático a realidade dos escritos literários (obras) da escritora e poetisa Isabel Furini com um olhar dirigido para a identificação de uma identidade pós-modernidade sem desprezar um posicionamento crítico acerca dos pontos negativos e positivos do fenômeno globalização na concepção de literatura e estudos culturais.

METODOLOGIA:

Aula do dia 20/02/2017, será ministrada em dois momentos o primeiro iniciará com uma dinâmica sobre identidade e valores, logo após será exposto em slides o conteúdo sobre tipos de identidades na visão de Stuart Hall (aula expositiva dialogada) intervalo de 10 minutos em seguida será exposto em slides à biografia da escritora Isabel Furini e entrega de uma cópia em papel ofício 4A da crônica (“AMOR UNIVERSAL NA LÍNGUA”) para a turma. E também exposição de um roteiro de leitura contemplados os aspectos internos e externos da obra. Será solicitado à turma que se divida em grupos com no máximo 10 componentes. Cada grupo vai ler a crônica e registrar em uma folha as impressões da obra que leva a autora a ser identificada como escritora de identidade pós-moderna. Será escolhido por cada grupo um componente do grupo para compartilhar para todos os participantes os registros feitos em grupos. A aula será finalizada com uma breve análise do livro em PDF “A BARCA DE RÁ - POEMAS DA TRAVESSIA DOS PERSONAGENS MORTOS PELOS PORTAIS DAS 12HORA" e disponibilizada o link o qual o livro pode ser acessado para os participantes lerem como atividade extraclasse. 
Aula do dia 21/02/2017, será ministrada em dois momentos o primeiro os participantes vão expor suas impressões sobre a leitura do livro sugerido como leitura extra classe, logo em seguida será exposto em slides uma entrevista semi estrutural  feita pela ministrante do minicurso via email com a escritora. Depois da exposição da entrevista será aberto um momento de 30 a 40 minutos para discussão acerca do conteúdo da entrevista. Após esse momento será entregue aos participantes dois poemas intitulados “Pranto Indígena” e “Gentil Gesto” em papel ofício 4A para os participantes lerem e fazer uma análise acerca da identificação de identidade da escritora enquanto  nacional e global tendo como embasamento teórico os tipos de identidades situadas por Stuart Hall e a entrevista à qual se refere mais a questão de identidade regional,  local, comunitária e nacional articulando com o contexto atual da globalização. O encerramento da aula se dará com a exposição de um vídeo o qual a escritora Isabel Furini falar sobre a publicação de mais um livro (“Outros Silêncios”) de sua autoria assim como também traz uma exposição de artes plásticas com o mesmo tema do título do livro.  

EQUIPAMENTOS E MATERIAIS NECESSÁRIOS:
Data show, notebook, folha de papel ofício 4A.

LOCAL: Sala de aula B do setor I IFRN central 
Avenida Salgado Filho, Tirol Natal-RN 

DATA DO MINICURSO: 
De 20 a 21 de fevereiro de 2017, no horário vespertino de 13h. 30 min às 17h. 30 min.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:
Poemas: Pranto indígena, Chapéus e Gentil Gesto. Disponível em: https://www.facebook.com/comendadoraisabelfurini/ acessado em: 30 de jan de 2017.
Crônica: Amor universal na língua. Disponível em: Isabelfurini.blogspot.com acessado em 29 de Jan de 2017
Vídeo YouTube: exposição e lançamento do livro “Outros Silêncios” publicado em 10 de Jun de 2015. Entrevista concedida a TV educativa Paraná. 
Livro: A BARCA DE RÁ - POEMAS DA TRAVESSIA DOS PERSONAGENS MORTOS PELOS PORTAIS DAS 12 HORA". PDF  Disponível em: 
http://revistacazemek.blogspot.com.br/2017/01/livro-de-poemas-barca-de-ra.html: acessado em 26 de Jan de 2017.
GONÇALVES, Ana Maria e PERPÉTUO, Susan Chiode: Dinâmica de grupos na formação de lideranças, Ed. DP & A, 1998.
Livro em PDF Stuart Hall: Identidade cultural pós- modernidade. Disponível em:
https://comunicacaoeesporte.files.wordpress.com/2010/10/hall-stuart-a-identidade-cultural-na-pos-modernidade.pdf.
Biografia de Isabel Furini. Disponível em: 
https://sitedepoesias.com/poetas/IsabelFurini, acessado em: 03 de fev. de 2017.

ANEXO:

PRANTO INDÍGENA
Cadê nossas pegadas
Nas areias do mundo?
Em um grande buraco serão enterrados
Nossos corpos
e chorarão às árvores, as estrelas e o rio.
Isabel Furini

GENTIL GESTO
No mundo globalizado
Vivemos famintos de palavras
e de amizades. 
Traços sombrios percorrem as cidades.
Estranhos rostos subentendidos
na sombras das árvores das calçadas. 
O medo agita os corações. 
De repente, surge um gesto amistoso
e é reorganizado o ritmo das emoções. 
Isabel Furini

CHAPÉUS
Nos espelhos ancoram
oceanos de emoções
e podem refletir
sua essência nos espelhos,
mas preferem
espelhar-se no infinito.
Isabel Furini

OBS: (poema “CHAPÉUS” foi utilizado na dinâmica sobre identidade e valores)

AMOR UNIVERSAL NA LÍNGUA (CRÔNICA)
É assim como uma amiga chama o fato de escrever frases positivas, repetir, enviar por e-mail, pelo Twitter, pelo Facebook, de maneira quase obsessiva, mas não resistir a uma opinião diferente. Muito amor, muita paz, muita boa vontade, até que alguém expresse uma ideia contrária a deles, nesse momento “o amor universal” que estava na língua cai fora e aparece o verdadeiro eu, com suas raivas, frustrações e limitações.
Pessoalmente acho invasivo alguém bombardear o e-mail e a página nas redes sociais de outra pessoa para divulgar as próprias ideias, sejam religiosas, políticas ou positivas. É o fanatismo de querer impor uma maneira de pensar aos outros. A máscara pode ser o amor universal, mas atrás da máscara está o desejo de impor um determinado ponto de vista.
Isso me faz lembrar uma tira cômica que vi há algum tempo. O primeiro desenho mostra dois grupos de pessoas em lados opostos de uma rua, ambos os grupos com cartazes dizendo “Paz”. No segundo momento, os dois grupos se encontram e brigam porque cada grupo acha que está divulgando a verdadeira paz.
Enfim, nesta época, além da ditadura da beleza, temos que suportar a ditadura da felicidade… Sim, porque há pessoas que exigem que os outros sejam felizes o tempo todo, como se isso fosse possível. Mas é só mexer um pouquinho na tinta das letras para ver o eu humano, limitado, frágil, impermanentemente buscando o carinho, a aprovação ou simplesmente o aplauso.

* Isabel Furini é escritora e poeta premiada, autora de "Escrevendo Crônicas: Dicas e Truques".

Dinâmica Identidade e Valores (poesia musica e crônica)
Finalidade: Consiste em ouvir uma poesia e/ou música para ajudar na introdução de um assunto ou de uma vivência subjetiva.
Material: Letra (cópia xerográfica ou mimeografada) de uma poesia ou canção.
Descrição da dinâmica:
Escolher uma poesia ou canção sobre o tema a ser trabalhado.
Dividir os participantes em grupos.
Cada um lê em voz baixa, murmurando.
Escolher a palavra que mais marcou, em cada estrofe.
Gritar essas palavras juntas, bem alto. Depois bem baixo, até se calar.
Andando, procurar sua “palavra-sentimento” com outra pessoa do grupo.
Explique, sinta, expresse, toque.
No seu grupo, responda o que você faria com esse sentimento-palavra trocada.
O grupo deve montar uma história com os sentimentos trocados e com a poesia recebida.
Cada grupo apresenta no grupão sua história de maneira bem criativa.
Buscar o que há de comum em todas as histórias.
Comentários: 
Este trabalho leva à reflexão de um tema/assunto, abrindo um espaço para que as pessoas falem de um assunto sob diferentes olhares.
Contribui para o desenvolvimento da expressão verbal e do trabalho coletivo.


Fátima Gonçalves e  Luciane Terra

ENTREVISTA

Entrevistada: Isabel Florinda Furini (Escritora e poetisa)
Entrevistadora: Maria de Fátima Gonçalves (Professora e discente de pós-graduação).

 Profª: "As identidades nacionais não são coisas com as quais nós nascemos, mas são formadas e transformadas no interior de uma representação". Considerando essa afirmativa de Stuart Hall e sabendo que você já habitou em três países (Argentina, Colômbia e atualmente Brasil) você tem identidades nacionais e de qual país? Ou suas identidades nacionais são hibridizadas (surgimento de novas identidades multireferenciais)?
Esctª: Uma poesia de Mário Quintana pode responder a sua pergunta: “Não importa que a tenham demolido. A gente continua morando na velha casa em que nasceu”. Os primeiros anos de vida são os que formam a personalidade do ser humano. Você pode adquirir hábitos diferentes conhecendo outros países, seus usos e costumes, mas no mais profundo do ser, as primeiras lições e os primeiros exemplos recebidos estão sempre vivos e pulsantes.

Profª: É sabido que a literatura nacional, regional, local e comunitária são elementos importantíssimos para a construção da identidade intelectual do indivíduo. Considerando essa realidade qual a sua visão enquanto escritora no que tange às consequências da globalização?
Esctª: Já nos primeiros graus do ensino fundamental começamos a estudar a história da humanidade. Geralmente, aprendemos sobre guerras, como se levantaram e como caíram os impérios da antiguidade. A história da humanidade é permeada de violência. A globalização, apesar de receber inúmeras críticas, é um esforço para que o ser humano perceba que mesmo com as diferenças podemos conviver pacificamente com outros povos. 
A literatura é um espelho do mundo e quando ele muda, a literatura também precisa ser modificada. A globalização exige que o escritor seja um observador arguto.  O mundo atual é veloz, dinâmico, que permite muita interação através das redes sociais. Consequentemente, a literatura também mudou suas características. Na literatura atual se fala de desconstrução do texto. O texto certinho ficou no passado. A preferência pelo tempo labiríntico (oposto ao tempo linear), a construção polifônica, o jogo linguístico, fala das diferenças com a literatura clássica. O miniconto, por exemplo, é típico desta época. 
O escritor precisa reconhecer os elementos que mudam no mundo.  Nesta época de globalização o olhar do escritor precisa ser semelhante ao do psicólogo e do sociólogo, para que seus personagens espelhem as mudanças comportamentais da sociedade.

Profª: O mero fato da sua identidade enquanto escritora ser pó- moderna (não fixa, não unificada, não individual no sentido do eu ser o centro da razão, mas sim em processo contraditório e transitório, de plural identidade que tem o futuro como perspectiva de visão é não o passado este específico do sujeito da Identidade do Iluminismo ou tradição) não lhe impede de fazer articulações literárias com as identidades culturais do período histórico antigo e da tradição? Justifique. 
Esctª: O homem faz parte dessa roda que é a história. O escritor não pode se fechar em seu mundinho, em seu espaço-tempo. Ele tem a possibilidade de alimentar seu mundo ficcional com elementos do passado ou do futuro. O importante é recriar o ontem, ou seja, trabalhar o texto para que o passado histórico se torne um passado ficcional. A crônica trabalha com elementos do dia a dia, mas o conto, o romance, a poesia, podem afastar-se do cotidiano e recriar mundos imaginários.

Profª: Qual o propósito comunicativo para com os leitores da sua obra "A BARCA DE RÁ - POEMAS DA TRAVESSIA DOS PERSONAGENS MORTOS PELOS PORTAIS DAS 12HORA"?
Esctª: A fantasia não pode ter limites. O autor precisa de liberdade para se mover no tempo e no espaço. Essa obra está construída de maneira polifônica. Existe união de elementos: A barca de Rá, (mitologia egípcia), o Coral que em cada capítulo interrompe a narrativa - lembra o teatro grego - e no final de cada capítulo aparece a fala de alguns personagens de livros marcantes, entre eles: “Pedro Páramo” de Juan Rulfo; Úrsula de “Cem Anos de Solidão” de Garcia Márquez,  Ofélia (de “Hamlet”) de Shakespeare, entre outros. O medo desses personagens é cair no esquecimento, morrer. A pergunta fundamental é. Se o mundo caminha para a exacerbação do consumismo e da tecnologia, será que os personagens resistirão ou morrerão?

Profª: Qual a intencionalidade da escritora ao trazer uma ficção literária dentro de outra ficção de um contexto da antiguidade e da tradição para um contexto contemporâneo?
Esctª: O mundo exterior foi mudado com a tecnologia. Mudou também nossa maneira de viajar, de vestir e de nos comunicarmos. Mas o ser psicológico teve poucas mudanças: os instintos, as emoções, continuam dominando a vida humana. Só que o homem aprendeu a racionalizar, a mudar as perspectivas. Por exemplo: se você está em um shopping e um homem com um revólver ameaça as pessoas, elas correrão sem pensar para onde estão indo. O instinto as levará a afastar-se o mais rápido possível do perigo. Todos correrão juntos: o ator famoso, a diarista, o respeitado juiz, a secretária, o pedreiro, o médico, a pedagoga, o desempregado... Pessoas de diferentes idades, sexos, condição econômica, social ou profissional terão a mesma atitude: fugir. É o comportamento imposto pelo instinto de sobrevivência. Ou seja, os instintos permanecem através do tempo. O egípcio antigo vivia a ficção de seus deuses, mas o homem moderno também vive uma ficção: a ficção da tecnologia e da invulnerabilidade. Procura segurança (isso é instinto), e sente-se seguro com uma conta bancária forte, com uma bela casa com muros, enfim, acha que está sempre enganando e driblando a morte. Nossa ficção contemporânea faz com que adolescentes corram o risco de se machucar e até morrer tirando selfies em locais perigosos. Isso porque o ser humano tem a capacidade de fabular, e esse poder fala ao ouvido do jovem que é preciso tirar uma foto especial para ter muitas curtidas. Essa selfie pode lhe dar visibilidade. Desejará o jovem ser aplaudido? Ser amado? Aquele homem que vivia no Antigo Egito não tinha celular, nem internet, mas também queria ser admirado e amado. Talvez alguns jovens morreram ao atravessar o rio Nilo nadando para despertar a admiração de seus amigos ou o amor de uma mulher.
Em síntese: o livro A barca de Rá tenta resgatar esse encantamento, essa ficção da qual todos fazemos parte. 

Profª: Tem como você falar um pouco sobre os símbolos e as diferentes cores que compõem cada capítulo do livro?
Esctª: O símbolo que escolhi foi Amon-Rá, que é um símbolo solar. No centro está o Sol ladeado por duas serpentes, e pelas asas. Como era um dos símbolos do poder do faraó, decidi usá-lo ao iniciar cada capítulo. Para que a imagem não fique cansativa mudei as cores com um programa do computador. Mas foi só com essa finalidade, não tendo nenhuma relação com a simbologia do Amon-Rá. Na Mitologia do Antigo Egito o dia era dividido em quatro partes: o nascer do sol, o meio-dia, o pôr do sol e a noite. Os egípcios imaginavam que à noite o Sol viajava em um barco rumo ao leste. Nessa viagem ao mundo das sombras, tinham de lutar contra Apópis, a serpente do mundo inferior que tentava devorá-los. De manhã o Sol triunfante aparecia no céu e se iniciava uma nova jornada. Durante a noite a barca de Rá enfrentava diferentes desafios. Cada hora era representada como um portal. Nesse mundo criado pela imaginação dos egípcios coloquei os personagens de alguns livros. Eles são chamados para fazer parte da viagem. Cada um deles carrega a sina designada pelo autor. Cada personagem é um ser fixo, estático, criado por um escritor, mas possui o poder de desafiar a nossa imaginação e de nos emocionar. 



Isabel Furini no lançamento de Vírgulas e outros Silêncios
BIOGRAFIA:
Educadora e escritora, de nacionalidade argentina, escreve poemas desde criança. Suas poesias foram premiadas no Brasil, na Espanha e em Portugal. Publicou 35 livros, entre eles a Coleção \\\"A Corujinha e os Filósofos\\\" da Editora Bolsa Nacional do Livro, em 2006, \\\"Joana a Coruja Filósofa\\\" e \\\"O Grande Poeta\\\", para o público infantil. Publicou \\\"Os Corvos de Van Gogh\\\" e \\\", e Outros Silêncios\\\" (Poemas). Foi nomeada Embaixadora da Palavra pela Fundação Cesar Egido Serrano (Espanha); Embaixadora da Rima Jotabé, Espanha; recebeu Comenda Ordem de Figueiró e foi nomeada Embaixadora Internacional e Imortal da Poesia pela Academia Virtual de Letras, Artes e Cultura do Brasil, em 2015.

                                                                  ***
Fátima Gonçalves - Formatura



A festividade do Dia de São Valentim, segundo alguns historiadores, teve origem na Antiga Roma. Era chamada festa Lupercália e era realizada na gruta Lupercal, localizada em uma das Sete Colinas de Roma.

Essa festa era dedicada à deusa Juno (protetora das mulheres e do casamento) e ao deus Pã, representado com chifres e pernas de bode. Pã tinha características marcantes: levava sempre consigo uma flauta porque era amante da música, perseguia as belas Ninfas e protegia os pastores.  A Mitologia considerava que Pã se havia transformado em uma loba para criar e proteger Rômulo e
Remo, os fundadores de Roma.

Outra lenda conta que o imperador Cláudio II queria que o império tivesse um grande e poderoso exército. Claudio II proibiu a realização de casamentos em época de guerra, porque considerava que homens solteiros se alistariam mais facilmente e  seriam melhores guerreiros. Mas um bispo romano chamado Valentim não obedeceu a ordem do imperador e continuou celebrando casamentos. Ele foi preso e decapitado em 14 de fevereiro de 270.

Tem outras lendas relacionadas com mártires cristãos mortos em 14 de fevereiro. Na atualidade, em muitos países se festeja o Dia de São Valentim. Os casais trocam presentes e cartões postais. Com a internet, muitos casais enviam para sua cara metade poesias, fotografias e frases de carinho seja pelo e-mail, pelo telefone ou pelas redes sociais. É um dia dedicado ao Amor.

(Pesquisa realizada por Isabel Furini)







A Biblioteca Pública do Paraná está com inscrições abertas para a oficina de vivência em teatro Descubra Sua Licença Poética. As aulas acontecem de março a outubro, às terças e quintas-feiras, das 9h30 às 11h30. A inscrição é gratuita e deve ser feita até o dia 14 deste mês pelo e-mail  thiagodominoni@outlook.com (a mensagem deve conter nome, idade e telefone do interessado). Mais informações: (41) 3221-4980

Voltado para maiores de 18 anos, e não apenas para atores, o curso é ministrado por Thiago Dominoni, bacharelando em Artes Cênicas pela Faculdade de Artes do Paraná e integrante do coletivo Cia. Contágio. "Durante os encontros, os alunos terão orientações individualizadas a partir de seus desejos artísticos e aprenderão noções de atuação, direção e dramaturgia. No final do curso, haverá uma mostra de trabalhos autorais", explica Dominoni.

Serviço:
Oficina de Teatro – Descubra Sua Licença Poética
Público: Adultos
Duração: 8 meses
Horário: Às terças e quintas das 9h30 às 11h30
Local: Sala de Reuniões da BPP (R. Cândido Lopes, 133 / Curitiba — PR)
Inscrições gratuitas até 14 de fevereiro pelo e-mail thiagodominoni@outlook.com (contendo nome, idade e telefone).
Mais informações: (41) 3221-4980
Isabel Sprenger Ribas, poetisa e escritora, é uma das colaboradora da Revista Carlos Zemek de Arte e Cultura. Ocupa a Cadeira número 09; a Patronesse é Júlia da Costa. Neste ano, na cidade de Curitiba, será realizada a cerimônia de posse dos novos acadêmicos.


Isabel Sprenger Ribas, nasceu em Paranaguá/PR, em 1933, filha de Adhemar Lisboa Sprenger e Dinoráh de Lima Sprenger. Casada com João de Azevedo Barbosa Ribas Filho, militar. Graduou-se em filosofia pela Universidade Católica do Paraná.
Como professora atuou em escolas da Capital e Região Metropolitana.
Participou na Elaboração Filosófica do Currículo de 1º e 2º grau, Lei 5692, Julia Wanderley, em 1972;  Prestou serviços, à disposição da Prefeitura Municipal de Curitiba, convidada, na área de Planejamento, no Departamento de Saúde e Bem-Estar Social, no Programa de Núcleos Comunitários, 1973/1974;
Residiu em Brasília, onde Atuou no Ministério de Educação e Cultura, no Departamento de Apoio ao Estudante, sub-chefiando o setor de benefícios para Casas Estudantis, Entidades Filantrópicas e Restaurantes Universitários, período em que visitou Casas de Estudante, Restaurantes Universitários e Entidades Filantrópicas em vários lugares da União, em especial, os do nordeste do país, a partir de 1974.

Técnica em Planejamento e Pesquisa, a partir de 1976, no Instituto de Planejamento e Pesquisa Aplicada-IPEA, onde se aposentou ao completar 32 anos de serviço.
Assessora na Implantação do Programa Nacional de Centros Sociais Urbanos, na quase totalidade de Estados da União.
Organizadora do I Encontro Centro Sul, do PNCSU, Florianópolis, reunindo os Estados do Sul e seus municípios; II Encontro Regional Centro Sul do PNCSU, em Belo Horizonte, reunindo Estados do Centro Oeste e seus Municípios; III Encontro Regional Norte Nordeste do PNCSU, em Belém do Pará, reunindo Estados do Norte e Nordeste e seus Municípios;

Assessora Técnica na Área Nacional de Saneamento Básico, 1984/1988.

Entidades Culturais a que pertence:
Academia Feminina de Letras do Paraná ; Academia de Cultura de Curitiba ; Centro de Letras do Paraná ; União Brasileira dos Trovadores/ Curitiba ; Centro Paranaense Feminino de Cultura ; Sócia Honorária do Centro de Letras de Paranaguá, Leôncio Correia.

Trabalhos voluntários:
Redatora do Boletim Informativo do SI Curitiba Glória 1998/2002; Membro Conselheira do CEDI- Conselho Estadual da Política do Idoso/Governo do Estado do Paraná; Membro do Conselho da Mulher Executiva da Associação Comercial do Paraná (atual gestão); Presidente Soroptimista Internacional Curitiba Glória, 2006/2008;

Comendas:
- Título de Dama Comendadora pelo Instituto de Heráldica e Genealogia do Rio de Janeiro.
- Troféu Escalada Feminina, oferecido pela Fundação de Ação Social, Prefeitura de Curitiba e Condição Feminina.
- Certificado de “ Relevante Atuação em Função dos Direitos da Mulher”, concedido pela Câmara Municipal de Curitiba, 2007.
- Certificado da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, Menção Honrosa em homenagem” ao Destaque de Ensinamento de Cultura Literária e seus Ideais em Consonância com a Comunidade Paranaense, nos Trabalhos prestados ao Centro Paranaense Feminino de Cultura, em 2013.

Algumas Publicações:
Livros

...quase entre aspas, cheio de reticências... ; ...um livro, seis mãos, três idades... ; Mulheres de Coragem; O Poeta e Nuvem Menina; Inúmeros Opúsculos alusivos às datas, homenagens a pessoas, palestras proferidas, etc.

Antologias
Antologias Proyeto Sur Brasil. 2011. 2012, 2013, 2014, 2015 e 2016; Antologia Jubileu de Ouro Centro Paranaense Feminino de Cultura; Artigos publicados na Revista do Centro de Letras do Paraná; Conexão II, outubro de 2016.


O Presidente da Academia de Letras do Brasil/Paraná é o poeta e escritor José Feldman.
Inicia em  04/02/16 o atelier de desenho e pintura para crianças e adolescentes no Solar do Rosário.


a
AGONIA DOS PATAXÓS

Às vezes
Me olho no espelho
E me vejo tão distante
Tão fora de contexto !
Parece que não sou daqui
Parece que não sou desse tempo.

Eliane Potiguara


***


PANKARARU

Sabem, meus filhos...
Nós somos marginais das famílias
Somos marginais das cidades
Marginais das palhoças...
E da história ?

Não somos daqui
Nem de acolá...
Estamos sempre ENTRE
Entre este ou aquele
Entre isto ou aquilo !



Até onde aguentaremos, meus filhos ?...

Eliane Potiguara


***


ESSÊNCIA INDÍGENA

Um dia
Esse corpo vai apodrecer
E eu vou ser verdade...
Então eu vou ser feliz.

Eliane Potiguara


***


NESTE SÉCULO DE DOR

Neste século já não teremos mais os sexos.
Porque ser mãe neste século de morte
É estar em febre pra subexistir
É ser fêmea na dor
Espoliada na condição de mulher

Eu repito
Que neste século não teremos mais os sexos
Tão pouco me importa que entendam
Possam só compreender em outro século besta

Não temos mais vagina, não mais procriamos
Nossos maridos morreram
E pra parir indígenas doentes
Pra que matem nossos filhos
E os joguem nas valas
Nas estradas obscuras da vida
Neste mundo sem gente
Basta um só mandante

Neste século não teremos mais peitos
Despeitos, olhos, bocas ou orelhas
Tanto faz sexos ou orelhas
Princípios, morais, preconceitos ou defeitos
Eu não quero mais a agonia dos séculos...

Neste século não teremos mais jeito
Trejeitos, beleza, amor ou dinheiro
Neste século, oh Deus (? !)
Não teremos mais jeito.

Eliane Potiguara

***

Palestra no Itaú Cultural sobre o desenvolvimento da Literatura Indígena na Brasil e no mundo.


UNI-ÃO
*UNI (União das Nações Indígenas)

O que tenho pra te oferecer amigo
Enquanto bebo tua fonte que me espera.
São palavras, são sentidos, são perigos
Ou são silêncios profundos de uma era

O que tenho pra te oferecer amigo
Enquanto sugo de teus olhos uma velha história.
São prazeres, são amores, roucos gritos
Ou sussurros de vencer até a vitória

O que tenho pra te oferecer amigo ?
Enquanto me aqueço no calor de tuas mãos
São lágrimas, são motivos, são juízos
Ou são faíscas conscientes da razão

Andaram a procurar por mim
E eu estava só, triste e doente
E você amigo me estendeu a mão
Mesmo com palavras duras que não mentem

Amigo, tu moras no fundo de minh’alma
E o que tenho pra te oferecer ?
Só muita garra
Muita luta
Uma grande gratidão.
Pra nunca desvanecer...
Pra nunca desmerecer...
Pois te amo com grande afeição !

Eliane Potiguara


***

DESILUSÃO

A mim me choca muito esse ambiente
Essa música, essa dança
Parece que todos dizem sim.
Sim a quê ?
Sim a quem ?
Porque concordar tanto
Se o que se tem que dizer agora
É NÃO !
NÃO  a morte da família
NÃO  a perda da terra
NÃO ao fim da identidade.

Eliane Potiguara


***

FANTASIAS DESERTAS

Não tenhas medo, IANUÍ
Que não vou-te enfeitiçar
O nada, eu quero de ti
Pro nada talvez vou partir.
Poema de Amor ?
Sei lá... se poema de amor !...
Só sei que me passa essa chama
E que me queima a alma errante.
Horas, mas dias, mil noites
Relembro teu corpo parado
Feito máscara imóvel ao vento
Doido a flutuar nos mares quentes.
Pássaro louco bicando os peixes
Engorda teu peito aberto
Inflama teu coração militante
É tua, essa paixão dos séculos
Mas te guardas feito tatu
Que não é chegada a hora
Enfia teus dedos na terra
Desafoga as dores nela !
Mira pros céus navegantes
De teu barco em flor e vela
E rouba todas as forças solares
E renasce Boto, amante, mais belo.
Engorda teu peito aberto
Aquece o coração nu noutras eras
Alimenta tuas veias em asas
Nas fantasias desertas
Corre pelos cajueiros  e  arrozais
Que te trago essa cana caiana
E outras limas pra melar nossas bocas
E relaxar no calor das manhãs

Eu não te quero mais puro
Entrega-te que te vejo criança
Amor pronto a explodir
Fogo eterno, quem sabe ?...
Ou vou partir, antes mesmo de vir
Num calor aberto semente...
Numa ilusão e sonho somente...
Nessa estrada longa, errante

Sendo meu caminho tão farto
Sendo teu peito tão forte

Eliane Potiguara

***



Poemas de ELIANE POTIGUARA, publicados no livro METADE CARA , METADE MÁSCARA , global Editora, 2004.

Eliane Potiguara
Eliane Potiguar foi nomeada  na Ordem do Mérito Cultural na classe “Cavaleiro”, pela contribuição à cultura pelo governo brasileiro em 2014. Indicada em 2005 ao Projeto Internacional “Mil mulheres ao Prêmio Nobel da Paz”, é escritora, poeta, professora, ativista indígena e contadora de histórias. É formada em Letras (Português-Literaturas) e Educação pela UFRJ, especializada em Educação Ambiental pela UFOP, é fundadora do GRUMIN / Grupo Mulher-Educação Indígena.  Membro do Comitê Intertribal, Instituto Uka, Ashoka, Enlace Continental de mulheres Indígenas, Associação pela Paz, Cônsul de Poetas Del Mundo e embaixadora da Paz pelo Círculo De escritores da França e Suíça. Trabalhou pela Declaração Universal dos Direitos Indígenas na ONU em Genebra. Escreveu vários livros, inclusive premiados nos USA. Participou de diversos Congressos literários e sobre direitos humanos no Brasil e no exterior.
Site pessoal: www.elianepotiguara.org.br  
Institucional:   www.grumin.org.br
E-mail: elianepotiguara@uol.com.br


Poderia discorrer sobre o assunto, de forma a incluir na lista não apenas os poetas, mas todos os escritores.
Então lanço mão desse gancho para falar das inconfidência mais comuns dos que se intitulam poetas:

1) se considerar um grande poeta. É preciso muito chão e cara de pau pra isso.
2) se considerar poeta, não dominando minimamente as ferramentas necessárias para a construção de qualquer formato poético;
3) achar que porque existe a poesia concreta, pode por no papel qualquer maluquice
4) não saber o que o faz um poeta, porque o que faz não é poesia;
5) além de se considerar poeta não sendo, assina ao final do texto: fulano de tal, poeta
6) não conhecer minimamente a diferença entre licença poética e erro crasso de gramática;
6) não ter identidade na escrita, uma assinatura, um estilo que o identifique, sem que isso signifique escrever sempre mais do mesmo;
7) tendo criado sua personalidade poética, não arrisca outros caminhos de modo que sua produção não mais surpreende o leitor. Isso pode ser por comodismo, ou falta de talento mesmo. A poesia não é fabricada em série;
8) não respeitar a rima, a métrica e as especificidades, quando escolhe um formato especifico de criação poética;
9) achar que tudo que vem a cabeça é passível de ser publicado;
10) não sair da zona de conforto e só escrever poemas curtos, quase dadaístas. Poemas longos são exercícios árduos.


Aqui um trecho do saudoso poeta Ferreira Goulart, intitulado A poesia. Quem depois de ler um poema como esse, ainda se considera poeta? Eu não.
Sou apenas uma pessoa que escreve.

“….Poesia – deter a vida com palavras?
.............................Não – libertá-la,
fazê-la voz e fogo em nossa voz. Po-
................................................esia – falar
................................................o dia
acendê-lo do pó
abri-lo
como carne em cada sílaba, de-
flagrá-lo
..............como bala em cada não
..............como arma em cada mão

...............E súbito da calçada sobe
...............e explode
...............junto ao meu rosto o pás-
...............saro?....”

Ferreira Gullar - Link para ler essa poesia completa:
http://avozdapoesia.com.br/obras_ler.php?obra_id=10976&poeta_id=262



Vera Albuquerque é curitibana, Editora – diretora da Editora Bolsa Nacional do Livro, escritora, consultora editorial, especialista em escrita e elaboração de material didático, mestranda em educação, criadora de projetos de formação para professores nos estados e municípios, membro de Centro Paranaense de Letras.


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