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» » » Liana Zilber Vivekananda: Impressionismo

O impressionismo surgiu como um dos mais belos movimentos das artes plásticas. Talvez porque a época em que nasceu foi uma linda época, a chamada “Bellle Époque”, em português, Bela Época. Este período histórico se restringiu ao final do século XIX e início do século XX, até o início da Segunda Guerra Mundial. Chamados também “os anos dourados”, essa época foi filosoficamente influenciada por diversas correntes, a principal delas, o Positivismo francês de Augusto Comte. Foram alguns anos entre guerras que se caracterizaram por um crescimento e otimismo muito fortes.

Para o Positivismo a ciência era a grande salvadora da humanidade e nos daria todas as respostas sem necessidade de apelos ao desconhecido e à religião. O pensamento se afastou do espírito religioso e também dos dogmas da arte. Nessa mesma época surgiu a fotografia, e como competir com a exatidão que a fotografia trazia da assim chamada “realidade”?

A visão antropológica também sofreu mudanças. Começou-se a se indagar o que de fato seria a realidade?

Monet foi o fundador do movimento Impressionista, que de fato já circulava em algumas escolas francesas da época, sem uma sistematização. A ideia de pintar a “impressão” que a realidade causava no artista ao invés de buscar retratar a realidade última, herança do Renascimento, existia, mas Monet deu nome a este movimento.

Por Claude Monet - Desconhecido, Domínio público.
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=132134


O nome foi dado a partir de um quadro seu denominado “Sol nascente, Impressão”.  Um jornalista em especial foi bastante crítico com este quadro e disse: o que é isso? Impressionismo? O nome agradou e com ele uma grande escola foi se formando com os nomes de Edouard Manet, Claude Monet, Auguste Renoir, entre outros.



Inicialmente as obras impressionistas não eram aceitas no salão Oficial e eram expostas no Salão dos Recusados. O público e a crítica em geral estavam habituados aos clássicos e realistas como Courbet, artista plástico da época, também exposto no Museu d’Orsay, o maior museu que hoje reúne as obras impressionistas.

       O que mais caracterizava o Impressionismo foi a pintura ao ar livre e não mais em estúdios, pois os artistas queriam captar a luminosidade do sol e suas diversas variações nos diferentes momentos do dia. Sabemos que o sol irradia vários comprimentos de onda, sendo os tendentes ao ultravioleta os que predominam pela manhã e o infravermelho à tarde. As estações do ano, a localização geográfica também influi na iluminação e consequentemente, nas tonalidades, nas cores.

A cor era um elemento fundamental na paleta de um pintor impressionista. As cores passaram a ser usadas puras ou sobrepostas em camadas até chegar à tonalidade desejada. A pintura deixou de ter o aspecto acabado e liso para se tornar mais grossa, com pinceladas livres e vigorosas. O elemento formal deixou de ser o objeto fundamental e a cor passou a ser o principal elemento do quadro.

Nenúfares - Por Claude Monet  Domínio público
A pintura devia ser executada no momento, com rapidez, para captar a impressão do momento, a cor do momento. O traçado em negro contornando as figuras deixava de ser utilizado, sendo considerado um aspecto imaginário, as coisas de fato não são circundadas de negro.

Aliás, a cor preta foi deixada de lado pela maioria dos impressionistas. As sombras passaram a ser sinalizadas com as cores complementares, por exemplo, a um amarelo luminoso correspondia uma sombra violeta que contrastava com a cor luminosa dando a impressão de sombreado. E se formos de fato observar na natureza a sombra nada mais é que a própria cor escurecida. Um gramado verde apenas se torna de um verde mais escuro se debaixo da sombra de uma árvore, e não negro.

Como nada é absoluto, alguns artistas seguiram utilizando a cor cinza e até o preto eventualmente, como Manet, herança de um aprendizado com os clássicos.

A temática dos quadros também deixou de ser rígida e passou a retratar paisagens e a vida cotidiana. Os artistas impressionistas retratavam o dia a dia dos parisienses e não mais temas mitológicos, religiosos ou retratos.

"Ao Piano" de Renoir - Domínio Público
Em Renoir e Manet, os mais típicos impressionistas, não se encontrarão traços de cor negra.  Renoir, diferente de Monet, além de paisagens, gostava de pintar retratos, sobretudo femininos. Estes se destacam pela delicadeza de cores e suavidade de formas. O quadro mais famoso de Renoir foi “le Moulin de la Galette”  Neste quadro Renoir buscou retratar uma cena de um local parisiense, inicialmente os moinhos onde se vendiam pãezinhos e que passou a ser local de festas populares. Muitos dos retratados eram amigos e conhecidos do artista. Ele apreciava muito a vida parisiense e seus arredores.

Por Claude Monet - The Athenaeum: Home - info - pic, Domínio público,
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?curid=6937753
A maioria dos impressionistas apreciava pintar paisagens ao ar livre. Monet seguiu à risca essa tendência. Na segunda metade de sua vida, mudou-se para Giverny onde mandava plantar o próprio jardim e o arrumava conforme seu gosto. Comprou depois a propriedade ao lado onde havia o lago de nenúfares e aponte japonesa.

Hoje essa propriedade pode ser visitada. Permanece como um marco na história da pintura. Afinal, o Impressionismo foi o primeiro movimento que rompeu com os padrões reconhecidos como arte que buscavam o retrato da realidade. A partir dele é que se formaram os demais movimentos.

Liana Zilber Vivekananda


Liana Zilber Vivekananda é  professora de História da Arte no Solar do Rosário.

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e em Filosofia pela Faculdade Padre João Bagozzi.
Formada pela Escola Panamericana de Arte.

Liana é Especialista em filosofia clínica pelo Itecne.
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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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