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» » Liana Zilber Vivekananda: Arte Clássica Greco-Romana


A história da arte está diretamente ligada à história de um povo. Seus costumes, religião, política, crenças, hábitos, são parte do seu acervo histórico e para compreender a arte é importante conhecer esse acervo.

A arte grega e seus conceitos estéticos ainda hoje são admirados e adotados na nossa civilização ocidental. Várias vezes o ocidente voltou a retomar nos clássicos as noções de medidas de ouro, medidas ideais.

O Renascimento voltou aos gregos após mil anos de arte religiosa, retomando os dogmas estéticos deixados na antiguidade. Nos princípios do século XX o neoclássico novamente se inspirou nas medidas e padrões estéticos da antiga Grécia.

Há mais de quatro mil anos, uma região acidentada da Península Balcânica abrigou povos de descendência indo-europeia como aqueus, eólios e jônios. A partir destes povos surgiu a civilização grega. A arte grega apresentou três períodos distintos, o arcaico, clássico e helenístico. No século V A.C. floresceu o período clássico, onde as formas cultuadas eram idealizadas. O ideal de beleza era o ideal clássico, as formas perfeitas, a expressão serena, a beleza não era apenas a natural, mas a ideal.

Fig. 1 - O Discóbolo de Míron,
 uma das mais conhecidas obras da arte grega.
 Cópia em bronze da Gliptoteca de Munique
Os motivos esculpidos eram baseados sobretudo na mitologia e nos deuses gregos, nos jogos olímpicos – que foram criados para o Olimpo, terra dos deuses.  O discóbolo de Míron (fig.1) retrata de maneira esclarecedora como devia ser a proporção ideal de um atleta. Míron era um escultor da época. Muitas esculturas gregas, porém, são réplicas romanas, pois o Império Romano, grande admirador dos gregos, assimilou essas noções estéticas e a elas deram continuidade.

Fig.3 – Parthenon de Athenas
As construções também buscavam a harmonia de formas e o equilíbrio. O Parthenon (fig.3) é um exemplo de templos que se construíram na época. A maior parte das construções eram templos dedicados a deuses do Olimpo. Não eram como igrejas, para os fiéis. Ao contrário, eram construídos para que os deuses os ocupassem. Assim, eram desprovidos de teto e eram construídos em elevações, quanto mais alto, mais próximo ao Olimpo. As medidas harmônicas eram respeitadas. Havia três ordens gregas: a dórica – mais simples - a jônica, com curvas nos capitéis das colunas e a coríntia, a mais requintada. Essas ordens se mostravam principalmente nos capitéis e bases das colunas.

Na Itália surgiu uma região chamada Magna Grécia onde gregos artesãos e artistas continuaram a desenvolver a arte grega entre os romanos. Por isso a arte clássica se estende também em grande parte a Roma.

Fig. 2 – Velha bêbada – época helenística
Já à época em que os romanos começaram a dominar a Grécia, a arte foi influenciada por outras correntes e tomou o aspecto conhecido como helenista (fig.2). A arte helenista se destacava por ser mais naturalista e não idealista, por conter conjuntos de figuras e não necessariamente apenas um indivíduo. Também passou a representar situações do cotidiano e expressividade, como se observa na estátua da velha bêbada.


Na escultura clássica pouco se via de esculturas femininas, predominava o culto ao corpo masculino. Já no período helenístico a naturalidade passou a representar ambos os gêneros, ainda que o masculino fosse predominante.

Já em Roma as ordens gregas continuaram a ser representadas, com o acréscimo da ordem compósito, que era uma mescla da Jônica e a Coríntia. Os templos ainda pagãos também começaram a apresentar contornos redondos. Se na Grécia havia a necessidade de muitas colunas para sustentar uma trave, em Roma houve grande avanço com a introdução do arco que vencia vãos maiores. Os templos deixam de ter o aspecto de paliteiro.

Roma destacou-se por seus grandes avanços da engenharia. A cidade contava com redes de fornecimento de água e esgotos, algumas até hoje em funcionamento. Aquedutos foram construídos, pontes, estradas. O Império exigia maiores concentrações urbanas e assim Roma contava com quase um milhão de habitantes!

Construíram-se as Villas e também os edifícios de apartamentos que eram destinados á população mais pobre. Residências contavam com um pátio interno para efeito de ventilação e iluminação. Grandes obras como o fórum romano foram erguidas (fig.4) na cidade.

Fig. 4 – fórum romano
No âmbito da escultura, passou-se a esculpir os bustos com o intuito de homenagear os imperadores. Então em Roma era de grande importância que esses bustos ficassem situados em locais onde se pudesse cultuar os imperadores, ainda numa ideia meio divina entre o céu e a terra.

A arte clássica marcou um período de extrema importância na arte ocidental, tanto na Grécia quanto em Roma, significando grandes avanços tanto estéticos quanto na engenharia.

Texto e fotos enviados por Liana Zilber Vivekananda.

As fotografias foram copiadas do site: https://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_e_cultura_cl%C3%A1ssicas
https://pt.wikipedia.org/wiki/Escultura_helen%C3%ADstica


Liana Zilber Vivekananda é  professora de História da Arte no Solar do Rosário.

Formada em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade de São Paulo e em Filosofia pela Faculdade Padre João Bagozzi.
Formada pela Escola Panamericana de Arte.

Liana é Especialista em filosofia clínica pelo Itecne.

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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