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» » As Filhas de Manuela - romance premiado de Bárbara Lia - na Amazon

Sinopse

As Filhas de Manuela é um romance que trafega pelo realismo mágico. É um romance de fôlego, a história atravessa quase dois séculos. Inicia em 1839 em plena Guerra dos Farrapos e segue até os dias atuais. O cenário do início é a cidade de Paranaguá, que também é conhecida como Grande Mar Redondo. Lá está situado o Forte Nossa Senhora dos Prazeres, o romance termina neste cenário, depois de passar pelos Campos de Palmas, Rio de Janeiro, Paris, Arraial D’Ajuda, encerra no cenário do início.
Uma garota simples do Grande Mar Redondo conhece um oficial da Armada Nacional que veio ao sul para combater os Farrapos. O encontro deles dá início a uma saga estranha. O enredo acompanha a vida de todas as descendentes desta garota. Elas serão acossadas por uma maldição. O livro acompanha a estirpe das amaldiçoadas e como cada qual conviveu com isto. Os desdobramentos dos encontros de Manuela - com o amor e o ódio - definirão as vidas futuras em um círculo de perdas e superações.




Fragmento
Do tamanho de uma mosca,
A marca do destino
Rasteja muro abaixo.
Sylvia Plath

— Diga a Manuela que eu a amo!
A brisa do mar trouxe a voz angustiada – o pedido. O Forte estava vazio. No pátio interno as paredes brancas suspensas ao meu redor refletiam o passado. Na mente, a imagem de um homem vestido de branco com o uniforme da Armada Nacional. Um sussurro e depois a queda do moço em câmara lenta, em meio à fumaça do meu imaginário. O vento passa acima da Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres. Ali dentro a brisa solidificou em uma frase. Uma imagem que valsou ao meu redor e sacudiu meu vestido leve. O casal ao meu lado naquele passeio já adentrara o interior da carceragem do Forte. Eu os segui, tocada ainda pela frase. O clima adensa-se naquele lugar onde homens foram encarcerados. Fico por uns minutos colhendo a dor dos prisioneiros – ouvindo o ranger de correntes, barulho de latas batendo no chão, odor forte de marinheiros. O casal olha para meu rosto petrificado. A mulher se preocupa comigo.
— Tudo bem, Morena?
Esboço um sorriso para não demonstrar que uma parede ergueu-se e as dimensões foram varridas naquela tarde. Estou na antiga prisão no Forte Nossa Senhora dos Prazeres, na Ilha do Mel. Estou ouvindo o recado do homem que tombou em batalha. Manuela? Um nome guardado por quase dois séculos. Um recado que apago ao sair do monumento belo e as gaivotas trazem a certeza de que agora são livres todos os homens. Ou, ao menos, devem ser livres. Não há mais navios negreiros nem batalhas. A Fortaleza marca o passado e proclama a era de mares abertos. Ao menos aqui perto. Longe, os piratas seguem a saquear. Somália é um nome que lembra piratas modernos. Aqui tudo está deserto. Nenhum soldado a vigiar os canhões. Uma nuvem imensa passa acima com pressa.  Hora de voltar para a pousada e comer aquele peixe maravilhoso com uma salada leve. Sei que hoje vou dormir sonhando com um homem que, antes de tombar para sempre, grava no tempo um recado para quem ama. Hora de lembrar de um tempo onde amor imprimia esta urgência de rastilho de pólvora, explosões, naufrágios, lenços brancos, fragatas despedaçadas, mulheres que esperaram - em vão - pelos seus amantes.
Bárbara Lia
As filhas de Manuela

Menção Honrosa na primeira edição do Prémio Fundação Eça de Queiroz (Portugal)
Publicado em formato e-book, site Amazon, plataforma kindle

Link:
https://www.amazon.com.br/dp/B01LZK9UNA




Bárbara Lia nasceu em Assai (PR). Poeta e Escritora. Professora de História. Publicou onze livros em formato tradicional e vários livros artesanais. Em formato impresso, oito livros de poesia, entre eles: O sorriso de Leonardo (Kafka edições baratas - 2004), O sal das rosas (Lumme-2007), A última chuva (ME-2007), Respirar (Edição da autora-2014) e Forasteira (Vidráguas-2016). Dois romances: Constelação de Ossos (Vidráguas-2010)  e Solidão Calcinada (Imprensa Oficial do PR -2008). Integra várias Antologias, entre elas: O que é Poesia? (Confraria do Vento / Cáliban), O Melhor da Festa 3 (Festipoa), Amar -  Verbo Atemporal (Rocco), Fantasma Civil (Bienal Internacional de Curitiba), A Arqueologia da Palavra e a Anatomia da Língua (Maputo).

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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