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» » » Regina Bostulim: A poesia de Rollo de Resende

“rosa não usa zíper,
rosa usa
botão”
(rollo de resende)

arte: hélio leite













ROLLO DE RESENDE
minibio
Reginaldo Possetti de Resende. Artista plástico, poeta. Nasceu roxinho em Cambará, norte do Paraná, em 15 de agosto de 1965. Em 1988, através da Feira do Poeta, da FCC, Fundação Cultural de Curitiba, publicou “Bem Que Se Aviste Racho de Romã”, com 21 poemas, que teve uma segunda edição. Era integrante do grupo Baú de Signos, que efetuava oficinas de poesias e artes plásticas. Com Jane Sprenger Bodnar e Fernando Zanella criou o projeto “Homeopoética”, de poesias em cápsulas, em vidros de remédios, em 1992. “Água Mineral”, com 60 poemas escritos entre 1990 e 1994 foi seu terceiro livro, lançado em 1995. Foi incluído na antologia poética organizada pela SEEC, Secretaria de Cultura do Paraná, “101 Poetas Paranaenses” (V. 2  (1959-1993). A  antologia de escritas poéticas do século XIX ao XXI teve seleção de Ademir Demarchi.


rollo de resende - foto arquivo pessoal stella de resende

Estava nublado e o sol

                    só veio muito depois:
um dia, meu pai levou-me

                    a uma roda-gigante
com a intenção de me mostrar

                    o mundo.
.

o vento do mar no meu cabelo como algas,
se estivesses mais perto,

                    o amor do meu flagelo,
pisca o néon do plâncton,
você nem sabia que existia.

.
esta praia no inverno
sei da fosforescência do amor,
                    sua aproximação
.

agitando as ondas,

letras d'água que estouram.
.
este inverno na praia

...
Arte: rollo de resende


todas essas pessoas querendo saber
o que se passa consigo
alojado em seu sangue,
aguardamos que sejamos chamados,
indicados a pequenos boxes
(um deles é todo decorado com
calendários de bolso) e cedamos
amostra de nosso inapetente sangue,
eu desejaria ir, é claro, com
a garota do box decorado,
seus dentes avançam boca afora
não insinuando sequer um sorriso,
acabo sendo chamado pela moça
de cabelos presos, sua vizinha:
— o próximo.


(rollo de resende em oficina de pão e poesia,
no fogão com a amiga jane bodnar e a irmã stella de resende)


flores sexos frutos têm a mesma beleza.
mística não possui fórmulas
ainda que me peças rimas.
o momento em que se atrai uma melodia:
a carta de minha mãe que diz:
"ainda hoje, olhei para a minha barriga,
ou melhor para a cicatriz da operação
cesariana e percebi que ela também
já vai fazer 25 anos!"

arte: rollo de resende

a mim,
flores do cosmo!
arte: rollo de resende
pode ter saído de um romance de Pasolini
(um dos seus “regazzi de vitta”)
ou de um poema de Konstantinos kavafis
 .
mas não,
veio a mim aqui menino do lado de fora da vida
a mais,
na verdade iria  ao encontro de qualquer um




(Grupo poético Baú de Signos num Dia de Sol. A janela é da Casa Romário Martins, Largo da Ordem, a lado da Feira do Poeta. Jorge de Oliveira enquadra o companheiro Rollo de Resende, sob olhares dos outros integrantes do grupo Jane Sprenger e Fernando Zanella. Bela foto de Aldo Melo documenta o duo de vida, intelectual e artístico entre os dois artistas plásticos e poetas, e  a convivência com dois de seus melhores amigos).

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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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