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» » Clevane Pessoa: Trilogia Aquosa

Trilogia aquosa

Virgo et filius  na neblina

Para a Virgem fugir   e salvar a criança
que será dada à Luz do Mundo 
do infame dragão invejosos e destruidor, , 
o Criador  envia uma névoa, uma neblina
para ocultar e Mãe e Filho 
em fuga para parte alguma específica.
Apenas o instinto de vida, e o maternal intrínseco nela,
moverá seus passos  por caminhos desconhecidos.
No entanto, 
ao ver a fragilidade na coragem feminina, 
Ele faz –lhe crescer...asas de água !

Depois da destin/ação cumprida, 
as asas imensas se desmancham
e nascem os rios da Terra!

Inspiração  à poesia, 
apocalíptica e metafórica, 
dá nome a um de meus livros:
Asas de água”...
Eu que amo a transparente e translúcida fluidez 
 que sou de Signo aquático, caranguejo a andar de banda, 
mas não nado bem qual minha mãe peixinho sagitariana
que amaria a terra por herança.
mas que atravessava caudais 
quase a cantar, com um sorriso de satisfação
na boca bem feita, em forma de coração,
tão feliz ao dar braçadas quanto a flutuar.

Minha mãe se foi em um acidente de estrada, 
Longe de rios ou  mar...

Quem poderia entender quando diziam ao telefone
Que “o corpo” fora coberto
porque chovia ali na estrada?
Que corpo?
Sua alma teria fugido na neblina anunciada
no Apocalipse?

Que estranho!
Na madrugada, enquanto  eu dormia 
e sua alma se libertava, 
uma pomba azulada saiu de meu sonho .
Atravessou sem cortar-se, nada quebrando, 
a janela de meu quarto
e se aninhou em meu peito.
Nossos batimentos cardíacos se misturaram.

Abri os olhos e  soube que perdera minha  mãe.

Clevane Pessoa, in memoriam, 29/12/2016

Quadro da artista plástica Maria Antonieta Gonzaga Teixeira

























Do Alpha ao Ômega, de Aleph a Aleppo

Uma  guerra absurda destrói todo um alfabeto em si mesmo multiplicado.
Um alfabeto nomeia  nomes, sobrenomes e histórias ancestrais.
E apelidos.

De Aleph, a primeira letra de tantos alfabetos semíticos, 
fenício, hebraico, 
árabe e siríaco, 
 o mesmo  Alpha grego 
até à atroz guerra em Aleppo, 
nos tempos hodiernos, 
quantos combates  com tantas armas, 
desde tempos imemoriais?
Quantas guerras frias ou atômicas, 
destruindo o direito de estar vivos
de tantos viventes , de tantos inocentes?

Que acontecerá em milênios, ao conceito de “família”?
Talvez apenas o útero represente genes e raízes , idiomas...
O útero será o ômega: redondo, seguro, aquoso, 
um ser, qualquer um,  nadando em líquido amniótico.
Sem raça , repetirá a imensurável  matriz da deusa mãe “Sin”  
que   antes que a História fosse escrita,
bastava-se tanto no processo criador,
que era Ele e Ela, deus e deusa, um só ser.

De Aleph, símbolo de Deus criador, 
chegaremos a Aleppo?
O que foi desagregador a esse ponto senão os pré/conceitos?

Que Sin recrie a paz entre as criaturas, 
despreconceituando-as!

Clevane Pessoa 



Irmanados?Quando?

Tenho – e é claro, temos todos, 
fragmentos de íons  e quartz
 plâncton e sementes indestrutíveis, 
minerais, sangue, linfa, humores, 
dentro desse corpo casulo
que nos segura a alma, 
até à libertação.
No cerne, somos iguais.
Todo sangue é vermelho, toda alma é qualquer cor.
descobri na adolescência,
poetizando para festejar essa certeza!
Somos todos iguais.
Cada músculo  possui cerca de 75% de água.
O corpo por completo, é sessenta por cento, água.
Por que somos tão arrogantemente 
vaidosos de nosso invólucro, 
desenhamos modelos de beleza, 
desprezamos quem não se parece com nossa raça?

Se eu pudesse, seria apenas molécula de água, 
E talvez me sentisse mais igual a todas as criaturas! 

Deus/a  seria  feito/a  de água?

Muito difícil viver nesse mundo de desigualdades
de olhos sãos que são cegos .
Ou deficientes, 
em relação aos demais ...

Quando se vai perceber que é bem verdade, 
somos todos irmãos?

Clevane Pessoa 
29/12/2016


Clevane Pessoa de Araújo Lopes: Escreve e desenha desde a infância.Militou na imprensa de Juiz de Fora-MG, nos anos de chumbo, mantendo a página Gente, Letras & Artes e a coluna diária Clevane Comenta, na Gazeta Comercial e em “A Tarde’ . Foi editora de Literatura e Arte do tablóide de vanguarda Urgente. Atualmente, é psicóloga, ilustradora e oficineira de Poesia.Escrevia e ilustrava  em “Estalo, a revista”, de Belo Horizonte, participava na revista internacional aBarce, plural-da Oficina editores(RJ) e outras.. Tem doze  livros publicados (contos e poemas) ,  30 e-books, participa em mais de 170 antologias, por premiação, cooperativismo ou a convite.Também faz parte de coletâneas e revistas virtuais.Possui capítulos em co-autoria em compêndio de Psicologia... Participa de  saraus e faz recitais de leitura interpretativa, ministra palestras de psicologia ou literatura.. Tem textos e poesias hospedados em muitos sites,além dos próprios blogs.


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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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