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» » Jandira Zanchi: Andarilha e outras Poesias

ÁREA DE CORTE

não resumo  uma sina decodificada
nos meandros encantos da palavra
quando chegada a essa penosa via de mão única
(requentada por fados e fardos)
                                             incluídos
ao pé da ponte em verniz e matriz oferecida
- se me permitem – duendes e entes proclamando
um princípio que ao longe se divisa

coro enfurecido ao longo da corte – aqui principia o corte
enquanto, ainda menino, se levanta um deus
e sua legião de novos encantos.

Jandira Zanchi

Escultura da artista plástica Claudia Agustí









































ANDARILHA

estimo-me quase santa e sabedora embora que esqueci
uns cem mil réis de vespertinas vitórias e alecrins

alegro-me com a vivenda enquanto é vasto/limitado
o decorrer do dia diamante nessa terra lisa de lisuras

quase esqueço, nos muitos tropeços,
a necessidade andarilha da vida – quando abre um
horizonte, novamente, a quadrilha e sua sina se levantam
e satisfazem com pares, mercadores e ímpares,
as  vésperas dos vestíbulos acionados nesse mercado
 – mortificado - vai ancorando-se de multiplicidade
e vagarosidade em cada dia encolhido e luminoso....

são tantos os céus e os infinitos e os cristais e os crédulos e
os crucificados e os mortificados
                                          terra aleatória em mares navegados

crepúsculo dos lares e laços

na fronteira, arvoredo de aço e alhures,

abre suas flores.
estimo-me quase santa e sabedora embora que esqueci
uns cem mil réis de vespertinas vitórias e alecrins

alegro-me com a vivenda enquanto é vasto/limitado
o decorrer do dia diamante nessa terra lisa de lisuras

quase esqueço, nos muitos tropeços,
a necessidade andarilha da vida – quando abre um
horizonte, novamente, a quadrilha e sua sina se levantam
e satisfazem com pares, mercadores e ímpares,
as  vésperas dos vestíbulos acionados nesse mercado
 – mortificado - vai ancorando-se de multiplicidade
e vagarosidade em cada dia encolhido e luminoso....

são tantos os céus e os infinitos e os cristais e os crédulos e
os crucificados e os mortificados
                                          terra aleatória em mares navegados

crepúsculo dos lares e laços
na fronteira, arvoredo de aço e alhures,
abre suas flores.

Jandira Zanchi








































3 FACES

estar viva pode ser uma sinfonia
- o baixo um pouco afônico –
já que os cenários para os quais me transporto
são tão profundos que evoco senis desejos
entre os vãos desses murmúrios

vir à tona é tão intolerante quanto o sufrágio naufrágio
no rio – corrente de névoas – arquétipo branco
armado ao léu, lince ao luar recortado no breu
uma brecha flecha de nona hora (algum instante
do branco andor) perfume desafogo de mim

como uma odalisca vesga sem destino
- em torno de um átomo de calor -
ofereço 3 faces e uma nódoa de pão.

Jandira Zanchi


CRUZADOS

parapeito
de silêncios
     cruzados

nos arcos
      ventos
            valentes
contornam
a pedra bruta

entre o solo e o deus.

Jandira Zanchi





DEVIR

a construção de um devir
servir   servo
um cenáculo a céu aberto
ou marejado
mareado de lisuras
(ausente de pompas)

teu testamento recolhido
e sem vírgulas

versificado em cada metro
retilíneo de vontades (nenhum
confronto com a imagem).

Jandira Zanchi




Jandira Zanchi é poeta e ficcionista, integrante do conselho editorial de mallarmargens revista de literatura e arte contemporânea.
Publicou Área de Corte(Patuá, 2016), Gume de Gueixa (Patuá, 2013), Balão de Ensaio (Protexto,2007) e o livro virtual A Janela dos Ventos (Emooby,2012).


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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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