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» » » Kerley Carvalhedo Entrevistado por Isabel Furini


Kerley Carvalhedo é Escritor, cronista, roteirista e diretor de teatro, compartilha com o leitor sua visão sobre cultura e comportamento humano por meio de crônicas e poesias, cujo estilo rendeu-lhe premiações e reconhecimento pelo país. Integra coletâneas em Brasil, Chile, Portugal e Argentina. Seus textos já foram publicados em Revistas, Livros, Blogs e Jornais. Autor do livro: Há Tanto Tempo Que Te Amo. Atualmente é colunista do jornais: DiárioRS(RS) Agora (RS) e das Revistas Palavra Comum e Mlay Brasil. Publica suas colunas às terças e sextas-feiras.

Quando despertou o seu desejo de ser escritor?
Eu sabia que queria ser escritor desde a adolescência. O desejo foi bem cedo, mas o ato da escritura surgiu um pouco mais tarde, junto com o hábito da leitura. No final da minha adolescência tive algumas crises de identificação, sentia certo desconforto, talvez inadequado em muitas ocasiões. Por exemplo, no colégio eu tinha poucos amigos e durante o recreio a biblioteca era o meu refúgio. Comecei lendo vários livros de poesia, incluindo as de Drummond, e me sentia em outro mundo. Passei a escrever a partir da leitura diária. Colocava no papel aquilo que eu não conseguia expressar de outra forma com as pessoas, mas não publicava nada. Depois fui para os blogs, mas só lá pelos dezessete anos que comecei a publicar crônicas quando entrei no jornal.


Kerley, fale um pouco de você e dos seus trabalhos.
Na verdade, em toda minha trajetória, sempre fui um pouco introvertido, isso talvez tenha sido um dos fatores que me ajudou para eu começasse a escrever. E escrever é um oficio como qualquer outro, só que com muita responsabilidade. Escrever é enfrentar o Word em branco quase todos os dias. Tenho uma rotina que começa basicamente depois das 9hs da manhã, tomo café, leio as notícias do dia, anoto na agenda o que tenho para aquele dia, só então escrevo até ao meio dia. Dou uma pausa para o almoço, descanso e volto a trabalhar até o início da noite. Em 2013 lancei o meu primeiro livro “Há tanto tempo que te amo” de poesia, publicado em eBook, não fiz a versão impressa, quem sabe um dia. Tenho outros trabalhos publicados em coletâneas de poesias e crônicas, como: "Acolha o pólen da vida”, no Bonde de Londrinas PR. Antologia “Além da terra além do céu” pela Editora Chiado, tenho outros trabalhos publicado em Portugal pela logos Fênix, Chile e agora participo de mais uma coletânea na Argentina. Isso me rendeu algumas premiações e menções honrosas. Escrevo atualmente para dois jornais e duas revistas: Agora, DiárioRS, Palavra Comum e Mklay Brasil.


Quanto horas por semana você se dedica a escrever?
Escrevo sempre que eu posso, o que não quer dizer que não venho a falhar um dia. Não tenho secretária, isso quer dizer que sou acessor de mim mesmo, vou ao cartório, correio, atendo telefone, faço anotações, respondo todos os e-mail, entrevistas e sempre atendo os convites de escolas e rádios. Não é fácil, mas consegui desenvolver grande capacidade de me organizar. Ando sempre com uma caderneta onde anoto minhas ideias, contudo só consigo escrever no silêncio do meu escritório.


Quais são seus autores preferidos?
Difícil escolher, pois comecei lendo de forma bem caótica, na biblioteca do colégio, qualquer livro de capa interessante. Confesso que tive sorte de ler muita literatura brasileira boa. Li muitos contos e crônicas de autores brasileiros, mas entre os meu preferidos estão: Clarice Lispector, Guimarães Rosa, Carlos Drummond, William Faulkner, Cortázar, Machado de Assis, Eça de Queiroz, Fernando Sabino, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Graciliano Ramo, Milôr Fernandes, Mário Prata, Antônio Prata, Luís Fernando Veríssimo, Walter Campos de Carvalho, Lygia Fagundes Telles, Ferreira Gullar, Rubem Alves e Moacyr Scliar.


Se você tivesse a oportunidade de apresentar seus trabalhos de crônicas em alguma Feira Internacional da Europa, qual escolheria?
São tantos, talvez meu primeiro livro que foi pouco lido. Talvez o próximo também, Eu quero que as pessoas conheçam minhas crônicas meus livros, mas não quero que o Kerley Carvalhedo seja o centro. Eu prefiro uma vida uma carreira discreta, mas quero ser amigos dos meus leitores e recebê-los em minha casa para um bate-papo e um café.


Na sua opinião, nos últimos anos o mercado editorial ficou mais acessível para os novos autores?
Talvez sim, mas o problema é que muitos autores brasileiros não entende que, acima de ser seu sonho, o livro é um produto. Que precisa ser vendido, precisa ser mexido, editado e bem trabalhado, precisa ser comercial. O livro pode ser um sonho e um produto ao mesmo tempo. Acho que hoje se deve estudar mais o mercado literário. Investir mais em você como participar de eventos, fazer cursos, conversar com outros escritores mais experientes. Entender como tudo funciona. Os novos autores precisam buscar um público. Funciona com um pouco de Marketing. A questão é a divulgação.  As grandes editoras querem autores super conhecidos, pois visam lucros, infelizmente não há tanto espaço para novos escritores, desconhecidos. Ainda que o autor escreva qualquer coisa irrelevante, mas o mesmo tem um milhão de seguidores nas redes sociais já é um sinal de empreendedorismo.  A solução é criar novos leitores para aumentar esse mercado editorial.


Você acha que escrever em blogs e sites, ajuda a melhorar a escrita?
Quanto mais você escreve, mais vai você melhora. Eu mesmo sempre escrevi para blogs e site, confesso que é sensacional. Dependendo do publico você percebe onde você deve melhorar seus erros, pois os leitores estão sempre atentos. O lado bom é que você está escrevendo. Essa prática ajuda bastante. Tem muita gente que escreve no Wattpad, sei que é uma excelente plataforma, mas eu nunca escrevi nada lá. Sei de amigos que tem a reação imediata do público. O meu público me acompanha pelos jornais e pela minha página oficial fb.com/kerleykarvalhedo


Se tivesse que ficar três meses sozinho em uma ilha deserta, com casa e comida, mas sem internet, e fosse autorizado a levar um livro (somente um livro), qual levaria? 
O Grande Gatsby  do autor americano F. Scott Fitzgerald


A profissão de escritor é considerada difícil, pois são poucos os autores que ganham reconhecimento. O que você acha mais importante para crescer na profissão de escritor?
Primeiro de tudo ler. A leitura é fundamental para quem quer levar a escrita como profissão. Conheço “autores” que pouco ler. Fico impressionado como conseguem escrever. A técnica de escrita também é muito importante, principalmente para aqueles que têm prazos como eu. Além da técnica é bom está atento com o que está acontecendo ao nosso redor. Embora não acredito muito nesse negócio de inspiração, adoto a ideia de observar o cotidiano. E no final, o nosso oficio é contar uma boa história ao leitor.


Poderia falar dos projetos para 2018.
2017 foi um ano de muitas conquistas, na verdade 2018 será um ano de retomada dos projetos iniciados no ano passado. Este ano assinei contrato com a editora Darda/SP para a publicação do meu novo livro de crônicas que será lançado em maio. Com comentários do escritor e psicanalista Contardo Calligaris, Joel Pinheiro da Fonseca da Folha de S.Paulo e Oscar Nestarez colunista da revista Galileu, também pretendo lançar, no Wattpad os meus contos. Esse ano vai ser cheio de desafios e agenda lotada e muitas viagens, já comecei com participações em escolas, eventos literários e rádios. Além disso, pretendo começar ainda este ano a ministrar cursos de teatro e curso de escrita criativa e divulgação para escritores. Sou inquieto preciso estar sempre ocupado. Caso contrário, sou consumido pelo tédio ocioso.
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Editor da Revista Carlos Zemek

Curador e Artista Plástico.
Membro da Academia de Cultura de Curitiba - ACCUR.

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